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    quarta-feira, 10 de outubro de 2018

    Joy Division

    Joy Division e New Order: da morte à vida; do rock gótico ao acid house

    Mãe, eu tentei, por favor acredite
    Eu estou fazendo tudo o que posso
    Eu tenho vergonha das coisas pelas quais passei
    Eu tenho vergonha da pessoa que eu sou”


    Tradução livre (“Mother I tried please believe me/ I’m doing the best I can/ I’m ashamed of the things I’ve been put through/ I’m ashamed of the person I am”) da canção “Isolation” (1979), da banda Joy Division

    Escreve Helena Uehara, autora de Joy Divison / New Order – Nada é mera coincidência: “18 de maio de 1980. Após assistir ao filme Stroszek, do alemão Werner Herzog, o seu diretor de cinema preferido, matou-se ao som de The Idiot [álbum de 1977], de Iggy Pop. Deixava um bilhete que dizia: ‘Nesse exato momento, eu queria estar morto. Eu simplesmente já não aguento mais’. (...) Um único e definitivo gesto, mudando o destino e a história de uma banda para sempre. Seu nome: Ian Curtis – vocalista e letrista do Joy Division”.

    A morte de Ian Curtis pegou todos de surpresa. Seus companheiros de banda, Bernard Sumner (guitarra), Peter Hook (baixo) e Stephen Morris (bateria) sabiam dos problemas pessoais do cantor – uma crise no casamento, causada pelo envolvimento de Ian com uma fã; a dependência das drogas e do álcool; a dificuldade de lidar com o sucesso meteórico do Joy Division, e a epilepsia, que o fazia se sentir infeliz e inferior aos demais –, mas nunca pensaram que ele poderia chegar ao extremo do suicídio. Ian Curtis contava 23 anos quando foi encontrado pela esposa, Deborah, enfocardo na cozinha de sua casa, um dia antes de partir para uma turnê nos EUA, que garantiria o sucesso da banda na América.

    Tudo começou em 1977, quando Bernard Sumner, Peter Hook e Terry Mason, que viviam na proletária Manchester, saíram de um show da famosa banda de punk rock Sex Pistols decididos a fazer música. Posteriormente, Mason se tornaria empresário e road manager do conjunto, que precisou de um novo baterista, Stephen Morris. As letras e vocais couberam a Ian Kevin Curtis. Hook se recorda da formação do grupo, no final da década de 70, durante a efervescência do movimento punk inglês: “Eu e Barney [Bernard Sumner] estudamos juntos desde os 11 anos de idade. Conseguimos Stevie [Stephen Morris] através de um anúncio e costumávamos encontrar Ian nos shows, era um rosto constante nos shows, frequentávamos os mesmos lugares”.

    Foi assim que surgiu o Warsaw – nome inspirado na música “Warszawa” , lançada por David Bowie naquele mesmo ano no disco Low. No ano seguinte, era lançado o primeiro álbum de uma banda de Londres chamada Warsaw Pakt, o que obrigou o conjunto a mudar a mudar de nome para evitar confusões. Nascia assim, o Joy Division, A Divisão da Alegria, nome retirado do livro The house of dolls, de Karol Cetinsky que narra uma história passada durante a II Guerra Mundial. A Divisão da Alegria era uma ala de um campo de concentração em que as prisioneiras judias eram obrigadas a se prostituírem como escravas sexuais dos oficiais nazistas.

    O nome foi sugerido por Ian Curtis, que tinha uma quase obsessiva admiração pela cultura alemã, em especial símbolos do regime nazista, o Novo Cinema Alemão, de cineastas como Herzog e a música de vanguarda que estava sendo produzida naquele país, no final da década de 70. Peter Hook observa que, apesar de o Warsaw ter uma orientação punk, inspirado no som de David Bowie, Velvet Underground e Iggy Pop, naquela época, Curtis começou a se interessar pela nascente música eletrônica do Kraftwerk. O grupo germânico, considerado fundador do tecnopop, foi inspiração para que nos dois únicos álbuns lançados pelo Joy Division, Unknown Pleasures (1979) e Closer (1980) fossem incluídos a bateria eletrônica e o sintetizador, que permitiram efeitos sonoros que sugeriam atmosferas angustiantes e claustrofóbicas, além de gritos abafados e ecos guturais.

    Se Ian se interessou pelas obras do Kraftwerk, principalmente o álbum Autobahn (1974), que simulava uma viagem de carro pelas vias expressas alemãs, e passou a influenciar os demais membros do Joy Division, os recursos eletrônicos depois iriam dominar a sonoridade do New Order, banda formada pelos integrantes remanescentes, após o suicídio de Curtis.

    O fascínio por temas nazistas, sons que sugeriam atmosferas ao mesmo tempo oníricas e industriais – a título de curiosidade, o nome Kraftwerk, banda do Vale do Ruhr, zona fabril alemã, pode ser traduzido como Usina da Força ou Complexo Elétrico – e a admiração por Iggy Pop, um ícone do punk, que abria cortes nos braços e rolava em cacos de vidro durante apresentações com a sua banda, The Stooges, demonstrava que o vocalista do Joy Division tinha interesse por temas sadomasoquistas, em que as fronteiras entre dor e prazer eram tênues. Mais tarde, sua esposa, na biografia do cantor, Touching from a distance (ainda sem tradução no Brasil) escreve relatos de autoflagelação: “As drogas que tomavam obliteravam-lhe os sentidos. (...) Ian costumava frequentemente infligir dor em si mesmo para ver o quanto aguentava naquele estado anestésico. Utilizava cigarros para queimar a pele e batia nas pernas com sapatos de corrida”.


    Essa combinação de elementos, somados à fantasmagórica voz de Curtis, as guitarras de Sumner, que parecem chorar, e a bateria de Morris, que invoca marchas militares, acabaram por criar uma das maiores expressões do chamado rock gótico (que junto da new wave, formaram o chamado post punk) e de toda a música. Ouvir o Joy Division é penetrar num mundo criado por Ian Curtis, e suas atmosferas enevoadas e sinistras. Suas letras revelam uma personalidade que procurava, através da dor, das drogas e da música, se auto-punir pela epilepsia, pela frieza com a esposa e a filha Natalie, recém-nascida; ao mesmo tempo, em canções como “Twenty four hours” de Closer, o letrista parece ter noção de seu estado psíquico e emocional: “Agora que eu percebi que tudo deu errado/ Preciso de terapia, e esse tratamento será longo demais./ (...)/ Preciso achar meu destino, antes que seja tarde demais”. (Tradução livre para “Now that I’ve realised how it’s all gone wrong,/ Gotta find some therapy, this treatment takes too long./ (...)/ Gotta find my destiny, before it gets too late”.) Ao que parece, contudo, o destino de Curtis era adentrar a eternidade, como protagonista de uma das mais trágicas histórias do rock.

    Após o lançamento de Unknown Pleasures, pela Factory Records, de Manchester, o conjunto ganhou projeção nacional, tocando em importantes programas de rádio da BBC, principal emissora inglesa. O disco, produzido por Martin Hannett, foi um sucesso entre a crítica e no fim de 1981, alcançou a cifra de cem mil cópias vendidas. A arte da capa, de Peter Saville – que passou a ser colaborador fixo do Joy Division, e posteriormente, do New Order – foi uma dos precursores do minimalismo, corrente estética derivada da PopArt. Sobre um fundo negro, um relevo representa as ondas emitidas pela primeira pulsar – estágio em que uma estrela, mesmo morta, ainda produz uma frequência – descoberta por astrônomos. A sugestão foi de Bernard Sumner, que havia visto a imagem em uma enciclopédia de Astronomia.

    O crítico francês Michka Assayas, porém, faz uma leitura positiva da atmosfera deprimente do primeiro álbum do Joy Division. Em resenha publicado em 1981, o jornalista escreveu: “Unknown Pleasures nos faz acreditar que ainda há alguma esperança, que é possível encontrar pessoas que não suportam a preguiça e indiferença alheia e que desenvolvem uma força interior quando confrontados com as desgraças da vida”. Assayas, assim, defendia que ao ser assumidamente triste e mórbida, a banda de Ian Curtis protestava contra a música do final da década 70, chamada pelo crítico como “valium musical” por ignorar completamente os anseios de uma juventude insatisfeita com os rumos políticos da Inglaterra de Thatcher. O texto também destaca o talento de Curtis ao iniciar o álbum com o verso “Eu estou esperando por guia que venha e me tome pela mão” (“I’ve been waiting for a guide to come and take me by the hand”) – da canção “Disorder” – , como símbolo de toda uma geração que se sentia perdida e sem rumo, esperando que um líder lhes indicasse um novo caminho a seguir.


    Porém é com o álbum seguinte, Closer, ainda mais soturno e triste é que o Joy Dvision será para sempre lembrado como uma das mais importantes bandas do rock gótico. O segundo e último álbum da banda foi um estrondoso sucesso, chegando a ser o sexto mais vendido no Reino Unido, em 1981, e até hoje é citado em diversas listas como um dos melhores de toda a história da música. Sua sonoridade apresenta evoluções em relação ao seu antecessor e a principal diferença entre esse disco e Unknown Pleasures é a sofisticação que o produtor Martin Hannett empregou em cada instrumento isoladamente, um explícito desvio da fórmula punk. O resultado final é ainda mais claustrofóbico, mais austero, sombrio e deprimente. A utilização de sintetizadores e teclados na estrutura das músicas, sobretudo em “Isolation”, “Twenty Four Hours” e “Decades” também dá indícios de que o som do Joy Division, independentemente da permanência de Curtis, tornaria-se, mais tarde, similar ao que foi produzido pelo New Order.

    O crítico Bruno McDonald observa que “ainda que o álbum de estreia, Unknown Pleasures, olhasse fundo para o abismo, era apenas música”. Em Closer, as letras de Curtis também tornam-se mais intensas, duras e amargas e são várias as referências a temas mórbidos, e mais especificamente, ao suicídio, sendo possível assim, notar que não há mais uma diferença entre o eu-lírico e os dramas pessoais do vocalista. A primeira referência à morte está na capa do álbum - uma foto do mausoléu da família Appiani, do Cemitério Monumental de Staglieno, em Gênova, na Itália –, concebida pelos artistas gráficos Peter Saville e Martyn Atkins, antes mesmo de ouvirem qualquer uma das faixas do novo disco do Joy Division, mas que, curiosamente, o imaginaram como a trilha sonora de um funeral.

    Aliados ao suicídio de Ian Curtis, fato adiou em dois meses o lançamento de Closer, esses elementos acentuaram a atmosfera soturna e mística que envolveu o álbum, que ainda segundo McDonald, pode ser ouvido como “um amargo bilhete suicida”. Em 1994, o dono da Factory Records, Tony Wilson comentou sobre o disco: “É como se compô-lo tivesse piorado seu estado: deixou-se estragar por ele, em vez de apenas expressá-lo”.

    Porém, antes de se matar, Curtis ainda teve tempo de gravar a canção que, provavelmente, é a mais popular do Joy Division. “Love will tear us apart”, além de representar a maturidade sonora da banda, é um bom exemplo da lírica dolorida do vocalista, que embora densa, ainda rendia refrões característicos da música comercial executadas em rádios FM. É nessa faixa que fica clara a maneira do letrista enxergar o mundo, e principalmente as relações interpessoais. “Quando se está apaixonado a tendência natural é querer estar junto à pessoa amada. No entanto, o amor é aquilo que os separa. (...) Para Ian Curtis, todo sentimento é dor, sobretudo o amor. (...)Ian precisa se ferir até sangrar para sentir que existe qualquer tipo de sentimento”, explica a autora Helena Uehara.

    Assim é possível afirmar que a discografia do Joy Division, sobretudo pela lírica de seu vocalista, Ian Curtis, é um paradigma na principal dicotomia da música dos anos 80: a tênue fronteira entre o amor e a morte.

    Texto e fotos retirados de: Jorwiki USP

    1979 | UNKNOWN PLEASURES
    (Remastered 2007)

    CD 1 | Unknown Pleasures

    01. Disorder
    02. Day Of The Lords
    03. Candidate
    04. Insight
    05. New Dawn Fades
    06. She's Lost Control
    07. Shadowplay
    08. Wilderness
    09. Interzone
    10. I Remember Nothing

    CD 2 | The Factory, Manchester Live 13 July 1979

    01. Dead Souls
    02. The Only Mistake
    03. Insight
    04. Candidate
    05. Wilderness
    06. She's Lost Control
    07. Shadowplay
    08. Disorder
    09. Interzone
    10. Atrocity Exhibition
    11. Novelty
    12. Transmission

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    1980 | CLOSER
    (Remastered 2007)

    CD 1 | Closer

    01. Atrocity Exhibition
    02. Isolation
    03. Passover
    04. Colony
    05. A Means To An End
    06. Heart And Soul
    07. Twenty Four Hours
    08. The Eternal
    09. Decades

    CD 2 | University Of London Union Live 8 February 1980

    01. Dead Souls
    02. Glass
    03. A Means To An End
    04. Twenty Four Hours
    05. Passover
    06. Insight
    07. Colony
    08. These Days
    09. Love Will Tear Us Apart
    10. Isolation
    11. The Eternal
    12. Digital

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    1981 | STILL
    (Remastered 2007)

    CD 1 | Still

    01. Exercise One
    02. Ice Age
    03. The Sound Of Music
    04. Glass
    05. The Only Mistake
    06. Walked In Line
    07. The Kill
    08. Something Must Break
    09. Dead Souls
    10. Sister Ray
    11. Ceremony
    12. Shadowplay
    13. A Means To An End
    14. Passover
    15. New Dawn Fades
    16. Transmission
    17. Disorder
    19. Decades
    20. Digital

    CD 2 | Live at High Wycombe Town Hall

    01. The Sound Of Music
    02. A Means To An End
    03. Colony
    04. Twenty Four Hours
    05. Isolation
    06. Love Will Tear Us Apart
    07. Disorder
    08. Atrocity Exhibition
    09. Isolation (Sound Check)
    10. The Eternal (Sound Check)
    11. Ice Age (Sound Check)
    12. Disorder (Sound Check)
    13. The Sound Of Music (Sound Check)
    14. A Means To An End (Sound Check)

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    1988 | SUBSTANCE

    01. Warsaw
    02. Leaders Of Men
    03. Digital
    04. Autosuggestion
    05. Transmission
    06. She's Lost Control
    07. Incubation
    08. Dead Souls
    09. Atmosphere
    10. Love Will Tear Us Apart
    11. No Love Lost
    12. Failures
    13. Glass
    14. From Safety To Where
    15. Novelty
    16. Komakino
    17. These Days

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    1990 | PEEL SESSIONS

    01. Exercise One
    02. Insight
    03. She's Lost Control
    04. Transmission
    05. Love Will Tear Us Apart
    06. 24 Hours
    07. Colony
    08. Sound Of Music

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    1995 | PERMANENT

    01. Love Will Tear Us Apart
    02. Transmission
    03. She's Lost Control
    04. Shadow Play
    05. Day Of The Lords
    06. Isolation
    07. Passover
    08. Heart & Soul
    09. Twenty Four Hours
    10. These Days
    11. Novelty
    12. Dead Souls
    13. The Only Mistake
    14. Something Must Break
    15. Atmosphere
    16. Love Will Tear Us Apart (Permanent Mix)

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    1997 | HEART AND SOUL

    CD 1
    01. Digital
    02. Glass
    03. Disorder
    04. Day Of The Lords
    05. Candidate
    06. Insight
    07. New Dawn Fades
    08. She's Lost Control
    09. Shadowplay
    10. Wilderness
    11. Interzone
    12. I Remember Nothing
    13. Ice Age
    14. Exercise One
    15. Transmission
    16. Novelty
    17. The Kill
    18. The Only Mistake
    19. Something Must Break
    20. Autosuggestion
    21. From Safety To Where

    CD 2
    01. She's Lost Control (12'')
    02. Sound Of Music
    03. Atmosphere
    04. Dead Souls
    05. Komakino
    06. Incubation
    07. Atrocity Exhibition
    08. Isolation
    09. Passover
    10. Colony
    11. Means To An End
    12. Heart And Soul
    13. Twenty Four Hours
    14. The Eternal
    15. Decades
    16. Love Will Tear Us Apart
    17. These Days

    CD 3
    01. Warsaw
    02. No Love Lost
    03. Leaders Of Men
    04. Failures
    05. The Drawback
    06. Interzone
    07. Shadowplay
    08. Excercise One
    09. Insight
    10. Glass
    11. Transmission
    12. Dead Souls
    13. Something Must Break
    14. Ice Age
    15. Walked In Line
    16. These Days
    17. Candidate
    18. The Only Mistake
    19. Chance (Atmosphere)
    20. Love Will Tear Us Apart
    21. Colony
    22. As You Said
    23. Ceremony
    24. In A Lonely Place (Detail)

    CD 4 
    (Live At The Factory)
    01. Dead Souls
    02. The Only Mistake
    03. Insight
    04. Candidate
    05. Wilderness
    06. She's Lost Control
    07. Disorder
    08. Interzone
    09. Atrocity Exhibition
    10. Novelty
    (Live At Prince Of Wales Conference Centre, London)
    11. Autosuggestion
    (Live At Winter Gardens, Bournemouth)
    12. I Remember Nothing
    13. Colony
    14. These Days
    (Live At Lyceum Ballroom, London)
    15. Incubation
    16. The Eternal
    17. Heart And Soul
    18. Isolation
    19. She's Lost Control

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    1999 | PRESTON
    (Live | 28 February 1980)

    01. Incubation
    02. Wilderness
    03. Twenty Four Hours
    04. The Eternal
    05. Heart And Soul
    06. Shadowplay
    07. Transmission
    08. Disorder
    09. Warsaw
    10. Colony
    11. Interzone
    12. She's Lost Control

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    1999 | WARSAW
    (Demo 1981)


    01. The Drawback
    02. Leaders of Men
    03. They Walked in Line
    04. Failures
    05. Novelty
    06. No Love Lost
    07. Transmission
    08. Living in the Ice Age
    09. Interzone
    10. Warsaw
    11. Shadowplay
    12. As You Said
    13. Inside the Line
    14. Gutz
    15. At a Later Date
    16. The Kill
    17. You're No Good for Me

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    2000 | THE COMPLETE BBC RECORDINGS

    01. Exercise One
    02. Insight
    03. She's Lost Control
    04. Transmission
    05. Love Will Tear Us Apart
    06. 24 Hours
    07. Colony
    08. Sound Of Music
    09. Transmission
    10. She's Lost Control
    11. Ian Curtis & Stephen Morris Interviewed By Richard Skinner

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    2001 | LES BAINS DOUCHE
    (Live | 18 December 1979)


    01. Disorder
    02. Love Will Tear Us Apart
    03. Insight
    04. Shadowplay
    05. Transmission
    06. Day Of The Lords
    07. 25 Hours
    08. These Days
    09. A Means To An End
    10. Passover
    11. New Dawn Fades
    12. Atrocity Exhibition
    13. Digital
    14. Dead Souls
    15. Autosuggestion
    16. Atmosphere

    DOWNLOAD

    2001 | REMAINS

    01. Inside the Line
    02. Gutz
    03. At a Later Date
    04. The Kill
    05. You’re No Good for Me
    06. At a Later Date (live)
    07. Leaders of Men
    08. Walked in Line
    09. Failures
    10. Novelty
    11. No Love Lost
    12. Transmission
    13. Ice Age
    14. Warsaw
    15. Shadowplay
    16. Atrocity Exhibition
    17. Something Must Break
    18. Transmission
    19. She’s Lost Control
    20. Transmission
    21. Passover (live)
    22. New Dawn Fades (live)
    23. Love Will Tear Us Apart

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    2004 | NO MORE CEREMONIES
    Live at the Lyceum Theatre, London 29-02-80

    01. Incubation
    02. Wilderness
    03. Twenty Four Hours
    04. The Eternal
    05. Heart And Soul
    06. Love Will Tear Us Apart
    07. Isolation
    08. Komakino
    09. She's Lost Control
    10. These Days
    11. The Atrocity Exhibition

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    2005 | LET THE MOVIE BEGIN
    (Live)


    01. Love Will Tear Us Apart
    02. Ian Curtis Interview
    03. Leaders Of Men
    04. Steve Morris & Ian Curtis Interview
    05. Failures
    06. Ian Curtis Interview
    07. Novelty
    08. Martin Hannett Interview
    09. New Dawn Fades
    10. Ian Curtis Interview
    11. Ice Age
    12. Steve Morris & Ian Curtis Interview
    13. Shadowplay
    14. Ian Curtis Interview
    15. Passover
    16. Martin Hannett Interview
    17. Transmission
    18. Steve Morris & Ian Curtis Interview
    19. At A Later Date
    20. Ian Curtis Interview
    21. Digital
    22. Bernard Sumner Interview
    23. Colony
    24. Ian Curtis Interview
    25. Auto Suggestion
    26. Dead Souls

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    2008 | THE BEST OF

    CD 1
    01. Digital
    02. Disorder
    03. Shadowplay
    04. New Dawn Fades
    05. Transmission
    06. Atmosphere
    07. Dead Souls
    08. She's Lost Control
    09. Love Will Tear Us Apart
    10. These Days
    11. Twenty Four Hours
    12. Heart And Soul
    13. Incubation
    14. Isolation

    CD 2
    01. Exercise One
    02. Insight
    03. She's Lost Control
    04. Transmission
    05. Love Will Tear Us Apart
    06. Twenty Four Hours
    07. Colony
    08. Sound Of Music
    09. Transmission (Something Else)
    10. She's Lost Control (Something Else)
    11. Ian Curtis & Stephen Morris (interviewed by Richard Skinner)

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