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domingo, 2 de agosto de 2020
V.A. - Substance - A Brazilian Gothic Collection [Versão 2009]
sábado, 2 de maio de 2020
C.R.A.Z.Y. | C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor
(C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor)
Original Sondtrack
02. Patsy Cline | Crazy
03. Charles Aznavour | Hier Encore
04. Patsy Cline | I Go Walking After Midnight
05. The Stories | Brother Louie
06. Perez Prez Prado | Mambo Jambo
07. Pink Floyd | Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)
08. Pink Floyd | Shine On You Crazy Diamond (Parts 6-9)
09. Pink Floyd | The Great Gig In The Sky
10. David Bowie | Space Oddity
11. The Rolling Stones | Sympathy For The Devil
12. Roy Buchanan | The Messiah Will Come Again
13. Jefferson Airplane | White rabbit
14. Thimmy Thomas | Why Can't We Live Together
15. Robert Charlebois | Tout Écartille
16. Patsy Cline | Back In Baby's Arms
17. Patsy Cline | I Fall To Pieces
18. Chorovaya Akademia | Nine Sili Nebesniye 1 (Rejoice Now Heavenly Powers)
19. Charles Aznavour | Emmenez|Moi
20. Giorgio Moroder | From Here To Eternity
21. The Cure | 10:15 Saturday Night
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sexta-feira, 17 de abril de 2020
Velvet Goldmine
Music From The Original Motion Picture

01. Brian Eno | Needle in the Camel’s Eye
02. Shudder to Think | Hot One
03. Placebo | 20th Century Boy
04. The Venus in Furs | 2HB
05. Wylde Ratttz | T.V. Eye (feat. Ewan McGregor)
06. Shudder to Think | Ballad of Maxwell Demon
07. Grant Lee Buffalo | The Whole Shebang
08. The Venus in Furs | Ladytron
09. Pulp | We Are the Boyz
10. Roxy Music | Virginia Plain
11. Teenage Fanclub & Donna Matthews | Personality Crisis
12. Lou Reed | Satellite of Love
13. T. Rex | Diamond Meadows
14. Paul Kimble & Andy Mackay | Bitter’s End
15. The Venus in Furs | Baby’s on Fire (feat. Jonathan Rhys Meyers)
16. The Venus in Furs | Bitter-Sweet
17. Carter Burwell | Velvet Spacetime
18. The Venus in Furs | Tumbling Down (feat. Jonathan Rhys Meyers)
19. Steve Harley | Make Me Smile (Come Up and See Me)
BONUS TRACKS
20. David Bowie | Velvet Goldmine
21. Andy Pratt | Avenging Annie
22. Slade | Coz I Luv You
23. Brian Eno | The Fat Lady Of Limbourg
24. Marie Lloyd | A Little of What You Fancy Does You Good!
25. Little Richard | Tutti Frutti
26. David Bowie | Lady Grinning Soul
27. Gary Glitter | Do You Want to Touch Me (Oh, Yeah!)
28. Freda Payne | Band Of Gold
29. Steve Harley & Cockney Rebel | Sebastian
30. Hannibal | Get In The Groove
31. T. Rex | Cosmic Dancer
32. Wylde Ratttz | Be My Unclean
33. Brian Eno | Dead Finks Don't Talk
34. David Bowie | Aladdin Sane
35. Iggy & The Stooges | Gimme Danger
36. Mahler | Symphony No.6 in A minor Tragic (I, Allegro Energico Ma Non Troppo. Heftig, Aber Markig)
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quinta-feira, 9 de abril de 2020
This Is England
Original Motion Picture Soundtrack
02. Dexys Midnight Runners | Come On Eileen
03. Soft Cell | Tainted Love
04. Underpass / Flares (Movie Dialogue)
05. Gravenhurst | Nicole (Instrumental)
06. Cynth / Dad (Movie Dialogue)
07. Al Barry & The Cimarons | Morning Sun
08. Shoe Shop (Movie Dialogue)
09. Toots & The Maytals | Louie Louie
10. Toots & The Maytals | Pressure Drop
11. Hair In Cafe (Movie Dialogue)
12. The Specials | Do The Dog
13. Ludovico Einaudi | Ritornare
14. This Is England (Movie Dialogue)
15. The Upsetters | Return Of DJango
16. UK Subs | Warhead
17. Ludovico Einaudi | Fuori Dal Mondo
18. Strawberry Switchblade | Since Yesterday
19. Tits (Movie Dialogue)
20. Percy Sledge | The Dark End Of The Street
21. Ludovico Einaudi | Oltremare
22. Clayhill | Please Please Please Let Me Get What I Want
23. Ludovico Einaudi | Dietro Casa
24. Gavin Clark | Never Seen The Sea
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domingo, 29 de março de 2020
V.A. - Brazilian Post Punk
Duas décadas após ter passado desapercebido pelo grande público, o pós-punk brasileiro é tema de duas compilações internacionais: "Não Wave - Brazilian Post Punk 1982-1988", que acaba de ser lançada na Alemanha pelo selo Man Recordings, e "The Sexual Life of the Savages - Underground Post-Punk from Brazil", da gravadora inglesa Soul Jazz.
Os discos têm diferenças sutis entre si. "Não Wave", por exemplo, traz em seu repertório uma música inédita do Ira!, "Lá Fora Pode até Morrer"; o punk funk dos cariocas do Black Future; "Prince no Deserto Vermelho", da "superbanda underground" AKT, formada por integrantes dos grupos De Falla (Porto Alegre), R. Mutt (Belo Horizonte), Mercenárias e Bruhaha Babélico (SP); e "Agentss", do Agentss.
"The Sexual Life of the Savages" é mais paulistana e tem a dissonância dark do Smack; "Madame Oráculo do Nau", que revelou Vange Leonel; o groove inventivo do Gueto; dois momentos robustos da Patife Band; a new wave tropical da Gang 90 & Absurdettes; Cabine C, de Ciro Pessoa, um dissidente dos Titãs; e a eletrônica santista do Harry. Akira S & as Garotas que Erraram, Fellini, Mercenárias, Chance e Muzak são onipresentes nos dois registros.
"Selecionamos músicas de que gostamos. É lógico que muita coisa legal ficou de fora", diz Bruno Verner, 33, do Tetine, que assina, ao lado de Eliete Mejorado, a curadoria do projeto.
A idéia surgiu em 2004, depois de um especial das Mercenárias feito no programa de rádio Slum Dunk, que o Tetine mantém na Resonance FM de Londres. Segundo Verner, a gravadora adorou as composições, entrou em contato, e as conversas resultaram no álbum que tem como título uma das frases da canção "Nosso Louco Amor", de Júlio Barroso e Herman Torres.
"Escolhemos "The Sexual Life of the Savages" primeiro para homenagear o Júlio, pois o começo dessa história no Brasil se deve muito a ele e à Gang 90. Segundo, porque queríamos brincar com a imagem selvagem que o Brasil tem para o mundo com ironia e ao mesmo tempo celebratória", diz Verner.
O produtor inglês Andy Comming, 40, seis anos de Brasil, foi o responsável pela concepção de "Não Wave". Na seleção, teve o auxílio de dois importantes personagens da cena: o jornalista, músico e escritor Alex Antunes, do Akira S, e o guitarrista Miguel Barrella, do Agentss, Voluntários da Pátria e Gang 90. "Reunimos o material que foi masterizado em Berlim", diz Comming.
Segundo o produtor, o lançamento já está repercutindo. "DJs têm tocado as faixas, críticos como [o britânico] Simon Reynolds [autor do livro "Rip It Up And Start Again: Post-Punk 1978-1984'] ficaram surpresos, e a revista alemã De-Bug publicou uma resenha bem positiva."
Para Alex Antunes, 45, as revisões internacionais servem de alento psicológico aos envolvidos. "Achávamos que toda aquela intensidade iria se perpetuar, mas de certo modo o movimento se perdeu. Isso deixou uma sensação esquisita em muitos de nós. Os álbuns permitem que a cena, que foi enterrada viva, dê uma respirada", diz Antunes.
Texto | Rodrigo Carneiro
(Brazilian Post Punk 1982 - 1988)
01. Agentss | Agentss
02. Black Future | Eu Sou o Rio
03. Akira S & as Garotas Que Erraram | O Futebol
04. Akira S & as Garotas Que Erraram | Sobre as Pernas
05. Azul 29 | Ciências Sensuais
06. Chance | Samba do Morro
07. Fellini | Teu Inglês
08. Fellini | Funziona Senza Vapore
09. Ira! | Lá Fora Pode Até Morrer
10. Akt | Prince no Deserto Vermelho
11. Vzyadoq Moe | Redenção
12. As Mercenárias | Polícia
13. Muzak | Ilha Urbana
14. Voluntários de Pátria | Iô Iô
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(Underground Post-Punk from Sao Paulo, Brasil)
01. As Mercenárias | Inimigo
02. As Mercenárias | Pâico
03. Akira S & as Garotas Que Erraram | Sobre as Pernas
04. Akira S & as Garotas Que Erraram | Eu Dirijo o Carro Bomba
05. Fellini | Rock Europeu
06. Gang 90 | Jack Kerouac
07. Chance | Samba de Morro
08. Patife Band | Poema em Linha Reta
09. Patife Band | Teu Bem
10. Nau | Madame Óraculo
11. Chance | Striptease de Madame X
12. Smack | For a Daqui
13. Smack | Mediocridade Afinal
14. Fellini | Zum Zum Zazoeira
15. Muzak | Ilha Urbana
16. Cabine C | Tão Perto
17. Harry | You Have Gone Wrong
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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020
Trindade: Curto Caminho Longo (Trilha Sonora)
01. Luiz Keller | Trindade
02. Waltel Branco | Minuano
03. Joyce Moreno | Pega leve
04. Nivaldo Ornelas & Márcio Borges | Memória das minas
05. Egberto Gismonti | Conforme a altura do sol
06. Novelli | Baião de acordar
07. Hermeto Pascoal | Agreste
08. Sapaim Kamayurá | Música da manhã
09. Edson Maciel | Mr. Keller
10. Mestre di Mola | Capoeira
11. Marcos Resende | Festa para um novo rei
12. Luiz Claudio, Franklin da Flauta & Aldir Blanc | Ladeira de Santo Amaro
13. Wagner Tiso & Luiz Keller | Tragicômico
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020
V.A. Hearts of Stone | Brasilian 60's Beat & Garage
01. Os Jovens | Coração De Pedra
02. Beatniks | Fire
03. Luizinho e Seus Dinamites | Choque Que Queima
04. Som Beat | My Generation
05. Beat Boys | Canudinho
06. Os Baobás | Down Down
07. Beatniks | Cansado De Esperar
08. Renato e Seus Blue Caps | Vivo Só
09. Top Five | Esqueces Que Te Ami
10. Beatniks | Outside Chance
11. Brazilian Bitles | Filhinho Do Papai
12. Maskers | Veja Só
13. Os Jovens | Se Você Contar
14. Os Aranhas | Gloria
2001 | VOLUME 2
01. Os Baobás | Pintada de Preto
02. The Bubbles | Não Vou Cortar O Cabelo
03. Analfabitles | Sunnyside Up
04. Os Brasas | Não Vá Me Deixar
05. Beggers | Slow Down
06. Os Jovens | Sofrendo Por Amor
07. Beezoons | Treat Her Right
08. Blackstones | Os Monstros
09. Analfabitles | Shake
10. Luizinho E Seus Dinamites | Caranga Twist
11. Beezoons | Hey! Good Lookin'
12. Jungle Cats | Sapato Nôvo
13. Os Brasas | Mulher Reindeira
14. Renato e Seus Blue Caps | Negro Gato
15. Brazilian Bitles | L'onda
16. Os Incrìveis | Vai, Meu Bem
2001 | VOLUME 3
01. Os Juvenis | Eu Tenho de Achar um Alguém
02. The Brazilian Bitles | Dedicado a Quem Amei
03. Bargs | O Louco
04. Paulo Hilário | Não Dou Meu Braço a Torcer
05. The Jungle Cats | Vai
06. The Snakes | Você Não Me Agrada
07. Outcasts | Go On Home
08. The Maskers | É Dificil Esquecer
09. Os Santos | Três Garotas
10. Altafini | Xaropão
11. Os Minos | Febre de Minos
12. The Beggers | Why, Oh Why?
13. Os Bittus | Vem Depressa Meu Amor
14. Os Brasas | Lutamos Para Viver
15. Outcasts | Dying
16. Le Groupe 'F' | Whisky
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domingo, 15 de dezembro de 2019
V.A. O Triângulo Sem Bermudas | Mutantes - Uma Homenagem À Trois
"Os Mutantes foram pioneiros em misturar o rock com ritmos e estilos brasileiros, abrindo as portas para que bandas como Novos Baianos, Secos & Molhados, Paralamas do Sucesso e Chico Science & Nação Zumbi operassem caminhos similares, a partir de outras influências e bases peculiares, mas também misturando influências estrangeiras com sonoridades tipicamente nacionais."
Leia a íntegra em | Hypeness
(Mutantes - Uma Homenagem À Trois)
01. Pato Fú | Vida De Cachorro
02. Gilberto Gil e Jorge Mautner | Não Vá Se Perder Por Aí
03. Kid | Quem Tem Medo De Brincar De Amor
04. Barão Vermelho | Beijo Exagerado
05. Lulu Santos | Ave Lúcifer
06. Ney Matogrosso | El Justiciero
07. Tiburón Caribe | Cantor De Mambo
08. Planet Hemp | Top Top
09. Arnaldo Antunes | Dia 36
10. Daúde e Toni Garrido | Desculpe Babe
11. Celso Fonseca e Paulinho Moska | Panis Et Circenses
12. Edgard Scandurra e Taciana | Ando Meio Desligado
13. André Abujamra, Lucia Turnbull e Tom Zé | 2001
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segunda-feira, 9 de dezembro de 2019
V.A. Rio Grande do Rock
Esta coletânea veio para atualizar as amostras de rock gaúcho que já haviam surgido nacionalmente através do disco “Rock Grande do Sul” (Plug/RCA, 1986) e regionalmente pelos dois volumes do compilado “Rock Garagem”.
“Rio Grande do Rock” apresenta cinco novas bandas de Porto Alegre e se divide entre formações até então recentes, Prize, Apartheid e Justa Causa, com outras já tidas como veteranas, Julio Reny & Expresso Oriente e Cascavelettes. Por sinal, estas duas dão um banho nos demais nomes de “Rio Grande do Rock”. Julio Reny e sua banda suavizam o rock em “Expresso Oriente” e “Anita”, duas preciosidades também presentes no primeiro disco do crooner do rock gaúcho. Já os Cascavelettes não deixam as crianças na sala com suas duas canções, as não menos clássicas “Morte por tesão” e “Estou amando uma mulher”.
Apartheid e Prize mostram um trabalho bastante influenciado pelo pós-punk. Enquanto o Justa Causa não parece muito certo de sua própria estética sonora, a canção “Exilados” é pavorosa
O disco foi lançado pelo selo SBK, propriedade de Jairo Pires, experiente executivo de gravadoras que enveredara pelos independentes. A SBK tinha um acordo de distribuição nacional, mas como de costume, afundou diante do serviço precário oferecido pelos conluios com grandes empresas do disco.
O trabalho teve uma boa repercussão e, consequentemente, boas vendas, ainda que tenha ficado restrito ao Rio Grande do Sul. Hoje item colecionável e totalmente fora de cogitação de ser relançado.
Texto retirado de | Disco Furado
01. Julio Reny & Expresso Oriente | Expresso Oriente
02. Apartheid | Roleta Russa
03. Prize | Forças do Interesse
04. Justa Causa | Exilados
05. Os Cascavelettes | Estou Amando uma Mulher
06. Os Cascavelletes | Morte por Tesão
07. Justa Causa | Status
08. Apartheid | Criticos
09. Julio Reny & Expresso Oriente | Anita
10. Prize | Brasil
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sábado, 30 de novembro de 2019
V.A. Rumores
“Rumores” foi idealizado em 1984, uma iniciativa de Isnaldo Júnior, paraibano adaptado à Brasília e muito interessado nas bandas de rock da cidade.
Isnaldo era proprietário da loja de discos Sebo do Disco e aproveitou o bom momento do comércio de discos na capital federal para investir numa coletânea que reunisse quatro bandas brasilienses que ainda não haviam assinado contrato.
Naquele momento, um contrato era quase a sobrevivência para as bandas de Brasília, principalmente depois que a primeira geração da turma (Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial) já fazia parte do elenco de grandes gravadoras.
As quatro bandas escolhidas tinham uma trajetória no rock brasiliense e eram nomes frequentes em shows e ensaios abertos, que muitas vezes se tornaram shows. Eram bandas diferentes entre si, mas todas com uma identificação sonora no punk e no pós-punk.
Elite Sofisticada era a “veterana”, seguida pelo Detrito Federal. Finis Africae e Escola de Escândalos surgiram no mesmo ano em que apareceu o convite para gravarem no “Rumores”.
Tanto o Elite Sofisticada quanto Escola de Escândalos estavam ligados à turma da primeira geração de bandas de Brasília a saborearem o sucesso nacional. Na época o Escola de Escândalos se chamava XXX e dividia ensaios e equipamentos com o Aborto Elétrico. O Detrito Federal e o Finis Africae não faziam parte da “turma”, mas em 1984 já não existia mais turma nenhuma.
Das quatro bandas, a que mais salta os olhos é o Escola de Escândalos. “Complexos” e “Luzes” soam como uma new wave monocromática, com boas letras e vocais, ainda que a produção de todas as faixas seja bastante crua e que algumas derrapadas de execução não tenham sido corrigidas. A guitarra de Fejão ( se sobressai às demais seis cordas do disco todo. O vocal de Mariele Loyola, então recém-integrada aos vocais, faz um bom contraponto com a voz do Bernardo Müller, principalmente em “Complexos”. E Bernardo era um dos melhores compositores daquela safra do rock de Brasília. “Luzes” entrou na programação da Fluminense FM e parecia que o Escola de Escândalos seria a próxima migração candanga para o hall da (sub)fama do Rock Brasil 80’s. Uma demo gravada para EMI solidificaria a projeção, mas não foi o que aconteceu. No mesmo ano do lançamento do “Rumores” Mariele Loyola se debandou para o Arte no Escuro, mas o Escola de Escândalos perdurou até 1988.
Elite Sofisticada estava mais ligada ao pós-punk, tocavam acelerado, mas eram facilmente assimiláveis, mantinham um vocal bem característico às bandas da época. Não é por acaso que na resenha do disco feita por Alex Antunes para revista Bizz (leia ao lado) a banda é acusada de imitar o Capital inicial. Curiosamente, o nome da banda surgiu de uma brincadeira de Negrete - aka Renato Rocha e Billy (1961-2015) - com a Plebe Rude.
Finis Africae também estava voltado ao lado sombrio da new wave. As duas canções que estão em “Rumores” são as únicas do Finis Africae com o seu primeiro vocalista, Rodrigo Leitão. Este foi ejetado da banda ainda durante a gravação da coletânea, seus vocais até foram refeitos pelo seu substituto, Eduardo de Moraes, mas não foram aproveitados. A saída do vocalista refletia o desejo da banda de seguir um caminho mais pop e com temas mais acessíveis. Deu certo para eles, mas as canções do Finis Africae em “Rumores” estão entre as melhores da banda.
Detrito Federal é a “mais diferente” dos quatro nomes selecionados. Trata-se de uma banda punk em essência, a única realmente punk de uma geração que idolatrava o gênero, mas que buscava caminhos sonoros e estéticos em outras vertentes, muitas delas originadas do punk. As duas músicas não soam tão pungentes como deveriam soar, mas o vocal de Podrão salva as letras legitimamente punk rock de “Fim de semana” e “Desempregado”. O punk /hardcore brasiliense deve muito a estas duas músicas do Detrito Federal.
“Rumores” foi gravado no estúdio Bemol, em Belo Horizonte/MG. O projeto gráfico segue os tons negros e nublados das gravações. Na capa a foto de outra figura conhecida do rock de Brasília da primeira metade dos 80, Ronaldo Freitas. No encarte estão as letras e uma foto grande com todas as bandas reunidas. Foram prensadas duas mil cópias do álbum, item disputado à tapa por colecionadores.
Texto retirado do blog | Disco Furado
01. Escola de Escândalo | Complexos
02. Finis Africae | Van Gogh
03. Elite Sofisticada | Fuga
04. Detrito Federal | Desempregado
05. Finis Africae | Ética
06. Escola de Escândalo | Luzes
07. Detrito Federal | Fim-de-semana
08. Elite Sofisticada | Sozinho
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domingo, 17 de novembro de 2019
V.A. Sub
Sub é uma coletânea lançada em 1983 pelo selo Estúdios Vermelhos (o primeiro selo de Redson, vocalista e guitarrista do Cólera).
É uma das primeiras coletâneas de hardcore punk da America Latina (a primeira é Grito Suburbano, com as bandas Cólera, Inocentes e Olho Seco), sendo respeitado e aclamado internacionalmente.
Inicialmente era para ser um álbum inteiro do Coléra, mas devido as idéias comunistas do músico na época, ele resolveu chamar mais três bandas: Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado.
A edição original teve uma tiragem de 1000 cópias, todas elas na cor vermelha. Tinha três defeitos graves na capa: o primeiro era a abertura da capa, feita pelo lado contrário. O segundo era a cor vermelha em outro tom, diferente do planejado. Por fim, as músicas da banda Psykóze e Ratos de Porão tinham os nomes diferentes do vinil.
A segunda edição (lançada pelo selo Ataque Frontal) corrigiu esses defeitos e lançou o disco conforme o planejado originalmente. Essa edição contou com 1000 cópias na cor vermelha, 500 cópias na cor verde e 500 cópias pretas.
Foi relançado em CD pela Devil Discos.
Texto | Wikipédia
01. Ratos de Porão | Parasita
02. Ratos de Porão | Vida Ruim
03. Ratos de Porão | Poluição Atômica
04. Cólera | X.O.T.
05. Cólera | Bloqueio Mental
06. Cólera | Quanto Vale a Liberdade?
07. Psykóze | Terceira Guerra Mundial
08. Psykóze | Buracos Suburbanos
09. Psykóze | Fim do Mundo
10. Fogo Cruzado | Desemprego
11. Fogo Cruzado | União Entre Punks do Brasil
12. Fogo Cruzado | Delinqüentes
13. Ratos de Porão | Não Podemos Falar
14. Ratos de Porão | Realidades da Guerra
15. Ratos de Porão | Por Quê
16. Cólera | Histeria
17. Cólera | Zero-Zero
18. Cólera | Sub-Ratos
19. Psykóze | Vítimas da Guerra
20. Psykóze | Alienação do Homem Moderno
21. Psykóze | Desilusão
22. Fogo Cruzado | Inimizade
23. Fogo Cruzado | Punk Inglês
24. Fogo Cruzado | Terceira Guerra
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segunda-feira, 11 de novembro de 2019
V.A. Grito Suburbano
Grito Suburbano é um álbum-compilação com três bandas brasileiras de punk rock, e foi o primeiro álbum de bandas brasileiras desse gênero musical.
Lançado no formato LP pela Punk Rock Discos em 1982, apresenta as bandas Olho Seco, Inocentes e Cólera, com quatro faixas cada. O álbum foi lançado na Alemanha em 1984, pela Vinnyl Boogie no formato LP, com o nome de Volks Grito.
Em 2000 foi relançado no formato de CD, com faixas-bônus do show de lançamento do álbum. Em julho de 2016, foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o 4º melhor disco de punk rock do Brasil.
Fábio Sampaio, vocalista do Olho Seco, alugou um estúdio de oito canais da Gravodisc para que Olho Seco, Cólera, Inocentes, Anarkólatras e M-19 registrassem suas músicas.
Tinham apenas 12 horas, divididas em dois períodos, para captar ao vivo toda a raiva e urgência daquela geração. Os técnicos do estúdio, habituados a artistas sertanejos, se assustaram com aquele ruído de serra elétrica que atrapalhava as sessões feito pelos pedais de distorção. No confuso processo de captação, a primeira gravação feita com o Anarkólatras e M-19 ficou de péssima qualidade, e tiveram problemas quando foram regravar e acabaram ficando de fora da compilação.
Texto | Wikipédia
01. Dose Brutal | Faces da Morte
01. Olho Seco | Desespero
02. Olho Seco | Sinto
03. Inocentes | Medo de Morrer
04. Inocentes | Garotos do Subúrbio
05. Cólera | João
06. Cólera | Gritar
07. Olho Seco | Lutar, Matar Olho Seco
08. Olho Seco | Eu Não Sei Olho Seco
09. Inocentes | Guerra Nuclear
10. Inocentes | Pânico em SP
11. Cólera | Subúrbio Geral
12. Cólera | Hhei!
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terça-feira, 5 de novembro de 2019
V.A. O Começo do Fim do Mundo
A ideia partiu do escritor e dramaturgo Antônio Bivar, importante agitador da contracultura brasileira, que percebeu a força que o movimento punk ganhara entre jovens de origem proletária da região metropolitana de São Paulo. Ainda sob o regime militar, em tempos de crise econômica e desesperança no futuro, os jovens punks flertavam com o anarquismo e questionavam o sistema como um todo – governo, polícia, mídia, burguesia, etc. Por isso mesmo, a própria aceitação do Sesc (Serviço Social do Comércio, ligado ao empresariado) em realizar o evento foi uma surpresa vista com desconfiança por algumas bandas, acostumadas a tocar em “buracos” e festas sem nenhuma estrutura ou vínculo oficial. Mas o novo espaço projetado por Lina Bo Bardi de fato se mostrava aberto a novas propostas e surgia ali uma oportunidade para o punk mostrar sua cara para um público mais amplo. Segundo Bivar, deu certo: “Acho que o festival colocou, espontaneamente, o punk na história do Brasil”.
Era uma oportunidade, também, para tentar unificar um movimento fortemente rachado pela rivalidade entre bandas e gangues do ABC contra as de São Paulo. Após uma preparação cautelosa, que envolveu a aceitação de uma trégua entre grupos rivais, O Começo do Fim do Mundo aconteceu, com casa lotada, em dois dias no espaço externo do Sesc. Além dos shows – de Inocentes, Ratos de Porão, Cólera, Negligentes, Olho Seco, Desertores e muitas outras –, exposições e barracas montadas para a divulgação de material punk (discos, fitas, fotos e fanzines) ocuparam a antiga fábrica da Pompeia. “Foi um festival mágico, que a gente conseguiu fazer em momento de crise do movimento, quando estava tendo várias tretas com as gangues. E a gente conseguiu juntar todos. Tudo que tinha de produção punk a gente juntou nesses dias. Porque basicamente só tinha 20 bandas, e foram as 20 que tocaram”, conta Ariel Invasor, ex-membro de Restos de Nada e Inocentes, hoje do Invasores de Cérebros.
Ao contrário do que muitos temiam, o evento aconteceu com poucas brigas que, de algum modo, também faziam parte do espetáculo maior. “A postura toda tinha um tanto de teatro. Eu, como dramaturgo, vi o festival um pouco como um grande espetáculo espontâneo”, conta Bivar. E ele completa: “Os punks não gostam muito que eu fale isso, mas eu acho que uma das grandes coisas do punk, para além da revolta contra o sistema e tal, é um grande humor. Tem uma verve humorada que me fascinou”.
Mas se os jovens não arranjaram tanta confusão, não se pode dizer o mesmo da Polícia Militar, que, sem motivo aparente, invadiu o Sesc para expulsar e prender os punks, levando embora inclusive a fita em que era gravado o evento em vídeo. O material foi resgatado por Bivar na delegacia, ainda no mesmo dia, e possibilitou, mais de 30 anos depois, a realização do documentário O Fim do Mundo, Enfim – de mesmo nome do show comemorativo realizado no Sesc Pompeia em 2012 com cinco das bandas presentes em 1982 e outras convidadas.
Documentário e filmagem do novo show, que novamente lotou a antiga fábrica da Pompeia, saem agora em DVD pelo Selo Sesc. Porque, como dizem por aí, o punk não morreu: “O punk não acabou. Ele continua contestando, continua com uma ideologia viva, do ‘faça você mesmo’, de que não precisa ter uma grande gravadora atrás nem a mídia em cima”, diz o jornalista Ricardo Cachorrão Flávio em cena do filme. “O movimento sobrevive, está indo, andando pelos esgotos, mas está vivo. Seja no Sesc Pompeia, seja num buraco qualquer na periferia, ainda existe punk.”
Texto | Marcos Grinspum Ferraz
01. Dose Brutal | Faces da Morte
02. M-19 | 19 de Abril
03. Neuróticos | Carecas
04. Inocentes | Salvem El Salvador
05. Psykóze | Papo Furado
06. Fogo Cruzado | Ratos de Esgoto
07. Juízo Final | Liberdade
08. Desertores | Não Quero
09. Cólera | C.D.M.P (Cidade dos Meus Pesadelos)
10. Negligentes | Herói
11. Extermínio | Holocausto
12. Suburbanos | Era Suburbanos
13. Passeatas | Direito de Protestar
14. Lixomania | Punk!
15. Olho Seco | Haverá Futuro?
16. Decadência Social | Decadência Social
17. Estado de Coma | Marginal
18. Ratos de Porão | Novo Vietnã
19. Hino Mortal | Desequilíbrio
20. Ulster | Heresia
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segunda-feira, 5 de agosto de 2019
Rock Progressivo
O rock progressivo foi tocado pela primeira vez no final dos anos 60, no entanto, se tornou especialmente popular no início da metade dos anos 70. No final dos anos 60, algumas bandas - geralmente da Inglaterra - começaram a experimentar formas de músicas mais longas e complexas pois os jovens músicos daquela geração estavam vivendo a "contra-cultura" que rompia com a cultura pop e hippie, ao passo que as gravadoras concediam liberdade de criação aos artistas contribuindo para um leque ilimitado de possibilidades em estúdio. O termo "rock progressivo" foi cunhado pela imprensa nos anos 70 pela necessidade jornalística de atribuir rótulos ao escrever matérias e resenhas.
Anos 1960: os precursores
O rock progressivo nasceu de uma variedade de influências musicais do final da década de 1960, particularmente no Reino Unido. Entre outros desenvolvimentos, os Beatles, em sua fase psicodélica e outras bandas de rock psicodélico começaram a combinar o rock and roll tradicional com instrumentos da música clássica e oriental. Os primeiros trabalhos foram do Pink Floyd e Frank Zappa que já mostravam certos elementos do estilo. A composição "Beck's Bolero", de Jeff Beck,Keith Moon,John Paul Jones, Nicky Hopkins Jimmy Page em 1966, é um retrabalho de "Bolero" do compositor francês Maurice Ravel. A cena psicodélica continuou o constante experimentalismo, começando peças bastante longas, apesar de geralmente sem tanto tratamento quanto à estrutura da obra (como por exemplo em "In-A-Gadda-Da-Vida" de Iron Butterfly).
Pioneiros alemães da música eletrônica como Tangerine Dream introduziram o uso de sintetizadores e outros efeitos em suas composições, geralmente em álbuns puramente instrumentais. Em meados da década de 1960 o The Who também lançou álbuns conceituais e opera rocks, apesar de ser baseado principalmente na improvisação do blues, assim como feito por outras bandas contemporâneas tais como Cream e Led Zeppelin.
Anos 1970: nascimento, auge e queda
Bandas tidas como referência do rock progressivo incluem The Nice e Soft Machine, e apesar das origens terem sido formadas em meados da década de 1960 foi somente em 1969 que a cena estaria se formando concretamente, como evidenciado pela aparição de King Crimson em fevereiro desse mesmo ano. A banda foi seguida rapidamente de outras bandas do Reino Unido incluindo Yes, Pink Floyd, Supertramp, Genesis, Emerson Lake and Palmer e Jethro Tull, e outras bandas menos famosas, como Focus, Family, Traffic, Camel dentre outras. Exceto pelo ELP, tais bandas começaram suas carreiras antes do King Crimson, mas mudaram o curso de sua música consideravelmente após o lançamento do álbum In the Court of the Crimson King.
As bandas que mais contribuíram para o nascimento desse estilo, no qual viria tornar-se famosíssimo foram: Yes, Emerson, Lake & Palmer, Rush, Genesis, Gentle Giant, Pink Floyd, Jethro Tull, King Crimson.
As músicas que mais refletiram o que foi o Rock Progressivo e que se tornaram mais famosas foram: "Roundabout" do Yes, "Karn Evil 9"(principalmente a 1st impression, pois a 2nd e 3rd impression são solo de piano e bateria.), "2112" do Rush, "The Knife" do Genesis, "Proclamation" do Gentle Giant, "Echoes" do Pink Floyd, "Aqualung" do Jethro Tull e "21st Century Schizoid Man" do King Crimson.
O rock progressivo ganhou seu momento quando os fãs de rock estavam em desilusão com o movimento hippie, movendo-se da música popular sorridente da década de 1960 para temas mais complexos e obscuros, motivando a reflexão. O álbum Trespass do Genesis inclui a canção "The Knife", que retrata um demagogo violento, e "Stagnation", que retrata um sobrevivente de um ataque nuclear. O Van der Graaf Generator também abordava temas existenciais que relacionavam-se como o niilismo.
O estilo foi especialmente popular na Europa e em partes da América Latina. Várias bandas fora do Reino Unido que seguiram a trajetória dos britânicos foram o Premiata Forneria Marconi, Area, Banco del Mutuo Soccorso e Le Orme da Itália, além de Ange, Gong e Magma da França. A cena italiana foi posteriormente categorizada como rock sinfônico italiano. A Alemanha também produziu uma cena progressiva significante, geralmente referida como Krautrock. Os Psico, Tantra, Quarteto 1111 e José Cid, cujo disco 10.000 anos depois entre Vénus e Marte é considerado um dos melhores de rock progressivo, protagonizaram o género em Portugal. No Brasil, Os Mutantes combinaram elementos da música brasileira, rock psicodélico e outros sons experimentais para criar um som diferente do que havia sido feito até o presente momento, com letras inspiradas pela fantasia, literatura e história. A banda introduziu o Mellotron no Brasil (embora não existam fontes, nota-se que o instrumento nunca foi ouvido na música brasileira até a gravação do compacto Mande Um Abraço pra Velha em 1972) além do primeiro amplificador Leslie rotatório para órgão Hammond. Outras bandas brasileiras que contribuíram à cena progressiva nacional foram Som Nosso de Cada Dia, A Barca do Sol e Som Imaginário.
Um grande elemento de vanguarda e contra-cultura é associado com o rock progressivo. durante a década de 1970 Chris Cutler do Henry Cow ajudou a formar um grupo de artistas referidos como Rock in Opposition, cuja proposta era essencialmente criar um movimento contra a atual indústria da música. Os membros originais incluíam diversos grupos tais como Henry Cow, Samla Mammas Manna, Univers Zéro, Etron Fou Leloublan, Stormy Six, Art Zoyd, Art Bears e Aqsak Maboul.
Fãs e especialistas possuem maneiras divergentes de categorizar as diversas ramificações do rock progressivo na década de 1970. A Cena Canterbury pode ser considerada um sub-gênero do rock progressivo, apesar de ser muito mais direcionado ao jazz fusion, encontrado em bandas como Traffic. Outras bandas tomaram uma direção mais comercial, incluindo Renaissance, Queen e Electric Light Orchestra, e são algumas vezes categorizadas como rock progressivo. Através do tempo, bandas como Led Zeppelin e Supertramp também incorporaram elementos não usuais em seu som tais como quebras de tempo e longas composições.
O Rush foi uma banda não européia muito bem sucedida com influências do gênero.
A popularidade do gênero atingiu seu auge em meados da década de 1970, quando os artistas regularmente atingiam o topo das paradas na Inglaterra e Estados Unidos. Nessa época começaram então a surgir bandas estadunidenses como Kansas e Styx, que apesar de existirem desde o começo dos anos 70, tornaram-se sucesso comercial após o vinda do rock progressivo às Américas. A banda de Toronto, Rush, também foi muito bem sucedida fazendo um hard rock com influências progressivas, com uma seqüência de álbuns de sucesso desde meados da década de 1970 até atualmente.
Com o advento do punk rock no final da década de 1970 as opiniões da crítica na Inglaterra voltaram-se ao estilo mais simples e agressivo de rock, com as bandas progressivas sendo consideradas pretensiosas e exageradas em demasiado, terminado com o reinado de um dos estilos mais liderantes do rock.[4][5] Tal desenvolvimento é visto freqüentemente como parte de uma mudança geral na música popular, assim como o funk e soul foram subsituídos pela música disco e o jazz ameno ganhou popularidade sobre o jazz fusion. Apesar disso, algumas bandas estabelecidas ainda possuíam ampla base de fãs, como Rush, Genesis e Yes continuaram regularmente no topo de paradas e realizando grandes turnês. Em torno de 1979, é geralmente considerado que o punk rock evoluiu para o New Wave.
Anos 1980: o rock neoprogressivo
Os princípios dos anos 1980 assistiram o retorno ao gênero, através de bandas como os Marillion, IQ, Pendragon e Pallas. Os grupos que apareceram nesta altura são por vezes chamados de “neoprogressivos”. Foram amplamente inspirados pelo rock progressivo, mas também incorporaram fortemente elementos do new wave. É caracterizado pela música dinânica, com grande presença de solos tanto de guitarra quanto de teclado. Por esta altura alguns dos grupos leais ao rock progressivo mudaram a sua direção musical, simplificando as suas composições e incluindo mais abertamente elementos eletrônicos. Em 1983 os Genesis alcançam um grande êxito internacional com a múscia “Mama”, que tinha um forte ênfase na bateria eletrônica. Esta canção foi gravada em um álbum que também celebrizou o clássico "Home by the Sea", que apresentava uma versão com letra e outra instrumental. Em 1984, o Yes alcança um grande êxito com o álbum 90125 e o sucesso “Owner Of A Lonely Heart”, que continha (para aquela época) efeitos eletrônicos modernos e era acessível a ser tocada em discotecas e danceterias. Em 1983 é criado o Apocalypse, um dos principais grupos brasileiros de progressivo. O grupo lançaria 10 álbuns, incluindo 4 álbuns na Europa, e gravaria o primeiro álbum duplo ao vivo de rock progressivo brasileiro nos EUA.
Anos 1990: third wave e metal progressivo
Nos anos 1990 outras bandas começaram a reviver o estilo com a chamada third wave, composta por bandas como os suecos The Flower Kings, os ingleses Porcupine Tree, os escandinavos e os americanos Spock's Beard e Echolyn, que incorporaram o rock progressivo no seu estilo único e eclético. apesar de não soar igual, tais bandas estão muito relacionadas com os artistas da década de 1970, considerados por alguns inclusive uma fase retrô do estilo.
Enquanto isso (da metade da década de 1980 em diante para ser mais exato), estava havendo o surgimento do metal progressivo, um estilo comercialmente bem sucedido que uniu vários elementos do rock progressivo ao heavy metal. Isso trouxe para o estilo uma maior técnica, fruto de uma aprendizagem acadêmica, capacitando-as a explorar músicas longas e álbuns conceituais. Bandas do estilo incluem Dream Theater, Fates Warning, Tool, Symphony X, Queensrÿche (Estados Unidos), Ayreon (Países Baixos), Opeth, Pain of Salvation, Ark, A.C.T (Suécia), Spiral Architect, Circus Maximus, Conception(Noruega), e no Brasil, o Mindflow. Bandas da década de 1970 frequentemente citadas como referência para o metal progressivo coincidem com as mais bem sucedidas, tais como Yes, Rush, Pink Floyd e Genesis.
No trabalho de grupos contemporâneos como os Radiohead e bandas post rock como Poets of the Fall, Sigur Rós e Godspeed You! Black Emperor, estão presentes alguns dos elementos experimentais do rock progressivo. Entre os músicos mais experimentalistas e de vanguarda, o compositor japonês Takashi Yoshimatsu cita o rock progressivo como sendo a sua primeira influência.
Anos 2000 e 2010: festivais
Na década de 2000 e na última década e meia surgiram, no mundo inteiro, vários festivais dedicados ao género. Como exemplo cite-se o prestigiado festival português Gouveia art rock que se realiza desde 2003 e já é considerado um evento de referência em todo o mundo.
Texto retirado do blog | Wikipédia
CD 1
01. Yes | Roundabout (Single Version)
02. Caravan | In The Land Of Grey And Pink
03. Atomic Rooster | I Can't Take No More
04. Camel | Metrognome
06. Jefferson Airplane | White Rabbit
06. Argent | Hold Your Head Up
07. Blue Öyster Cult | Don't Fear The Reaper
08. Traffic | Every Mother's Son
09. Quintessence | Sea Of Immortality
10. Tangerine Dream | Dolphin Dance
11. Affinity Three Sisters
12. Zzebra | Amuso Fi (Single Version)
13. Nazareth | This Flight Tonight
14. Galahad | Empires Never Last
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CD 2
01. Aphrodite's Child | The Four Horsemen
02. Curved Air | Back Street Luv
03. Mahavishnu Orchestra | The Meeting Of The Spirits
04. Gentle Giant | Pantagruel's Nativity
05. Sensational Alex Harvey Band | Faith Healer
06. Spooky Tooth | Lost In My Dream
07. The Edgar Winter Group | Frankenstein
08. Hawkwind | Shot Down In The Night (Single Edit)
09. Consortium | Where
10. Warhorse | No Chance
11. Ian Gillan Band | Ian Gillan Band
12. IQ | Born Brilliant
13. Twelfth Night | Creepshow
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CD 3
01. Rick Wakeman | Anne Of Cleves
02. Colosseum | The Kettle
03. Spirit | Fresh Garbage
04. Beggar's Opera | MacArthur Park
05. Moody Blues | Higher And Higher
06. Uriah Heep | Rainbow Demon
07. Greenslade | Bedside Manners Are Extra
08. Matching Mole | O Caroline
09. Arthur Brown & Kingdom Come | Spirit Of Joy
10. John Lees' Barclay James Harvest | Child Of The Universe (Live)
11. Running Man | Running Man
12. Rob Thompson | Dust (Full Length Version)
13. Marillion | You're Gone
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quarta-feira, 10 de abril de 2019
Post-Punk
ORIGINAL ANTHEMS FROM THE 70'S & 80'S POST-PUNK SCENE
01. Kick In The Eye | Bauhaus
02. Do You Believe In The Westworld? | Theatre Of Hate
03. Bone Machine | Pixies
04. April Skies | The Jesus & Mary Chain
05. Release The Bats | The Birthday Party
06. Lil's Boys Play Woth Dolls | The Lords Of The New Church
07. Ball Of Confusion | Love And Rockets
08. Perfumed Metal | Chrome
09. Shadowplay | Joy Division
10. Just A Thought | Modern English
11. I Can't Escape Myself | The Sound
12. The Fatal Impact | Dead Can Dance
13. Kollaps | Einstürzende Neubaten
14. Lisa (The Passion) | The Wolfgang Press
15. Saeta | Nico
CD 2:
01. R.O.D. | The Fall
02. Final Solution | Pere Ubu
03. Adrenalin | Bauhaus
04. Wasteland | The Mission
05. GO! | Tones On Tail
06. E.S.T. (Trip Yto The Moon) | Alien Sex Friend
07. Los Niños Del Parque | Liaisons Dangereuses
08. Black Planet | The Sisters Of Mercy
09. I Feel In Love With A Ghost | Rwland S. Howard & Lydia Lunch
10. Where Were You? | The Mekons
11. Waiting On The Guns | The Wedding Present
12. Maximum G. | Certain General
13. Sebastiane | Sex Gang Children
14. Israel | Mephisto Walz
15. Take The Skinheads Bowling | Camper Van Beethoven
CD 3:
01. A Night Like This | Wayne Hussey
02. The Killing Moon | Echo & The Bunnymen
03. Russian Roulette | The Lords Of The New Church
04. Live Like Blood | Killing Joke
05. Cars | Gary Numan
06. Lips Like Sugar | Echo And The Bunnymen
07. Ice Age | Joy Division
08. Caged | 1919
09. Evil | 45 Grave
10. Cry For Help | Super Heroines
11. Romeo's Distress | Christian Death
12. Spellbound | Inkubus Sukkubus
13. Video Eyes | The Bongos
14. Waiting | Doctors Of Madness
15. Last Dog In Space | Snail
16. Nightclubbing | Iggy Pop (Bonus track)
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domingo, 31 de março de 2019
Brazilian Beats | Brooklyn
quarta-feira, 27 de março de 2019
Chimes of Freedom | The Songs of Bob Dylan
A gravadora Universal Music reuniu vários artistas com o objetivo de regravar algumas obras de Bob Dylan. O resultado é que no início deste ano, foi lançado o álbum “Chimes of Freedom” (The Songs of Bob Dylan - Honoring 50 Years of Amnesty International), reunindo quatro discos com novas interpretações de temas do velho bardo, prestando um tributo aos 50 anos do álbum de estréia de Bob Dylan e ainda uma homenagem aos também 50 anos da Anistia Internacional.
O álbum faz um apanhado na obra de Mr. Zimmerman, por uma plêiade de nomes da música pop e rock mundial. A renda auferida com a venda da caixa, será revertida para a Anistia Internacional.
Vários artistas convidados para as regravações são bem conhecidos do público, como Pete Townshend; Diana Krall; Bryan Ferry; Joan Baez; Adele e Sting. Algumas canções que não poderiam faltar, lá estão, como “Blowin’ In The Wind” interpretada por Ziggy Marley e “Like a Rolling Stone” através de Seal e Jeff Beck.
Outros nomes convidados já causaram polêmica, casos de Ke$ha e Miley Cyrus. Além destes, Dave Mathews Band; Patti Smith; Elvis Costello; My Chemical Romance; Queens of Stone Age; Marianne Faithfull e Eric Burdon, além do próprio Bob, são alguns dos artistas que cantam Dylan, em gravações especialmente produzidas para este projeto.
Texto retirado do blog | Blog do Bob Dylan
The Songs Of Bob Dylan Honoring 50 Years Of Amnesty International
CD 1
01. Johnny Cash featuring The Avett Brothers | One Too Many Mornings
02. Raphael Saadiq | Leopard-Skin Pill-Box Hat
03. Patti Smith | Drifter's Escape
04. Rise Against | Ballad of Hollis Brown
05. Tom Morello The Nightwatchman | Blind Willie McTell
06. Pete Townshend | Corrina, Corrina
07. Bettye LaVette | Most of the Time
08. Charlie Winston | This Wheel's On Fire
09. Diana Krall | Simple Twist Of Fate
10. Brett Dennen | You Ain't Goin' Nowhere
11. Mariachi El Bronx | Love Sick
12. Ziggy Marley | Blowin' in the Wind
13. The Gaslight Anthem | Changing of the Guards
14. Silversun Pickups | Not Dark yet
15. My Morning Jacket | You're A Big Girl Now
16. The Airborne Toxic Event | Boots of Spanish Leather
17. Sting | Girl from the North Country
18. Mark Knopfler | Restless Farewell
CD 2
01. Queens Of The Stone Age | Outlaw Blues
02. Lenny Kravitz | Rainy Day Women # 12 & 35
03. Steve Earle & Lucia Micarelli | One More Cup of Coffee (Valley Below)
04. Blake Mills & Danielle Haim | Heart Of Mine
05. Miley Cyrus | You're Gonna Make Me Lonesome When You Go
06. Billy Bragg | Lay Down Your Weary Tune
07. Elvis Costello | License to Kill
08. Angelique Kidjo | Lay, Lady, Lay
09. Natasha Bedingfield | Ring Them Bells
10. Jackson Browne | Love Minus Zero/No Limit
11. Joan Baez | Seven Curses
12. The Belle Brigade | No Time To Think
13. Sugarland | Tonight, I'll Be Staying Here With You
14. Jack's Mannequin | Mr. Tambourine Man
15. Oren Lavie | 4th Time Around
16. Sussan Deyhim | All I Really Want To Do
17. Adele | Make You Feel My Love
CD 3
01. K'naan | With God On Our Side
02. Ximena Sarinana | I Want You
03. Neil Finn With Pajama Club | She Belongs To Me
04. Bryan Ferry | Bob Dylan's Dream
05. Zee Avi | Tomorrow Is A Long Time
06. Carly Simon | Just Like A Woman
07. Flogging Molly | The Times They Are A-Changin'
08. Fistful Of Mercy | Buckets Of Rain
09. Joe Perry | Man Of Peace
10. Bad Religion | It's All Over Now, Baby Blue
11. My Chemical Romance | Desolation Row (Live)
12. RedOne (feat. Nabil Khayat) | Knockin' On Heaven's Door
13. Paul Rodgers & Nils Lofgren | Abandoned Love
14. Darren Criss (feat. Chuck Criss Of Freelance Whales) | New Morning
15. Cage The Elephant | The Lonesome Death Of Hattie Carroll
16. Band Of Skulls | It Ain't Me, Babe
17. Sinead O'Connor | Property Of Jesus
18. Ed Roland & The Sweet Tea Project | Shelter From The Storm
19. Ke$ha | Don't Think Twice, It's All Right
20. Kronos Quartet | Don't Think Twice, It's All Right (Instrumental)
CD 4
01. Maroon 5 | I Shall Be Released
02. Carolina Chocolate Drops | Political World
03. Seal & Jeff Beck | Like A Rolling Stone
04. Taj Mahal & The Phantom Blues Band | Bob Dylan's 115th Dream
05. Dierks Bentley | Senor (Tales of Yankee Power) (Live)
06. Mick Hucknall | One Of Us Must Know (Sooner Or Later)
07. Thea Gilmore | I'll Remember You
08. State Radio | John Brown
09. Dave Matthews Band | All Along the Watchtower (Live)
10. Michael Franti | Subterranean Homesick Blues
11. We Are Augustines | Mama, You Been On My Mind
12. Lucinda Williams | Tryin' To Get To Heaven
13. Kris Kristofferson | Quinn The Eskimo (The Mighty Quinn)
14. Eric Burdon | Gotta Serve Somebody
15. Evan Rachel Wood | I'd Have You Anytime
16. Marianne Faithfull | Baby Let Me Follow You Down (Live)
17. Pete Seeger With The Rivertown Kids | Forever Young
18. Bob Dylan | Chimes Of Freedom
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