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    domingo, 2 de agosto de 2020

    V.A. - Substance - A Brazilian Gothic Collection [Versão 2009]


    2008 | SUBSTANCE: A BRAZILIAN GOTHIC COLLECTION

    01. Lua Nigra | Fogos
    02. Scarlet Leaves | Absinthe Tears
    03. The Knutz | You Are The Wonder
    04. Plastique Noir | Empty Streets
    05. Days are Nights | Guerra Fria
    06. Escarlatina Obsessiva | Where Sank One Million Ships
    07. Jardim do Silêncio | A Minha Tragédia
    08. Projeto Reinfield | Mists
    09. Bells of Soul | I See Your Name In The Sky
    10. Discotronike | Convict
    11. Enjoylive | My Favorite Sin
    12. A Industrya e Rodrigo Helfenstein | Lies
    13. Alle Sterne Sterben | Me Restaram Somente Flores
    14. Elegia | Bunker de Papel
    15. A Última Dança | 11 de junho
    16. Vitrine | Estranhos Sonhos
    17. Low Hipnóise | The Sanctuary
    18. Gargula Valzer | Carrions Hunger
    19. The Silent Party | An Instant of Difference
    20. A Banda Invisível | Quando As Almas Se Encontram

    sábado, 2 de maio de 2020

    C.R.A.Z.Y. | C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor

    Direção | Jean-Marc Vallée
    Produção | Pierre Even, Jean-Marc Vallée
    Roteiro | François Boulay, Jean-Marc Vallée
    Canadá | 2005

    Elenco
    Michel Côté | Marc-André Grondin | Danielle Proulx

    Música | David Bowie, Pink Floyd, Patsy Cline

    C.R.A.Z.Y. (C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor) é um filme canadense de 2005, do gênero comédia dramática, dirigido por Jean-Marc Vallée, coautor do roteiro com François Boulay.

    Ele conta a história de Zac, um jovem lidando com seus emergentes sentimentos homossexuais enquanto cresce com quatro irmãos e um pai conservador no Quebec dos anos de 1960/1970.

    O título deriva da junção da primeira letra dos nomes dos cinco irmãos: Christian, Raymond, Antoine, Zachary e Yvan, e também se refere ao amor duradouro do pai pela clássica canção de Patsy Cline, "Crazy".

    Zachary Beaulieu (Marc-André Grondin) cresce na turbulenta Quebec dos anos de 1960/1970. Sendo o segundo filho mais novo de um pai com "mais do que o nível normal de hormônios masculinos" e criado entre outros quatro irmãos, Zac luta para definir sua própria identidade e lida com o conflito entre sua emergente sexualidade e seu intenso desejo de agradar a seu rigoroso, temperamental e conservador pai, que seria considerado como homofóbico até nos dias de hoje. Um dos temas do filme é a minguante influência da Igreja Católica na sociedade de Quebec durante a Revolução Tranquila.

    2005 | C.R.A.Z.Y.
    (C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor)
    Original Sondtrack


    01. Elvis Presley | Santa Claus Is Back In Town
    02. Patsy Cline | Crazy
    03. Charles Aznavour | Hier Encore
    04. Patsy Cline | I Go Walking After Midnight
    05. The Stories | Brother Louie
    06. Perez Prez Prado | Mambo Jambo
    07. Pink Floyd | Shine On You Crazy Diamond (Parts 1-5)
    08. Pink Floyd | Shine On You Crazy Diamond (Parts 6-9)
    09. Pink Floyd | The Great Gig In The Sky
    10. David Bowie | Space Oddity
    11. The Rolling Stones | Sympathy For The Devil
    12. Roy Buchanan | The Messiah Will Come Again
    13. Jefferson Airplane | White rabbit
    14. Thimmy Thomas | Why Can't We Live Together
    15. Robert Charlebois | Tout Écartille
    16. Patsy Cline | Back In Baby's Arms
    17. Patsy Cline | I Fall To Pieces
    18. Chorovaya Akademia | Nine Sili Nebesniye 1 (Rejoice Now Heavenly Powers)
    19. Charles Aznavour | Emmenez|Moi
    20. Giorgio Moroder | From Here To Eternity
    21. The Cure | 10:15 Saturday Night

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    sexta-feira, 17 de abril de 2020

    Velvet Goldmine

    Direção | Todd Haynes
    Produção | Christine Vachon, Michael Stipe
    Roteiro | Todd Haynes
    Estados Unidos, Reino Unido | 1998

    Elenco
    Ewan McGregor | Jonathan Rhys Meyers
    Toni Collette | Christian Bale

    Música | Carter Burwell

    Lotado em Nova York, o jornalista britânico Arthur Stuart está escalado para cobrir a viagem do presidente dos Estados Unidos, grande admirador de um dos principais fenômenos mediáticos do ano de 1984, o rockeiro conservador Tommy Stone. Dispondo de algum tempo livre, entretanto, recebe a incumbência de escrever uma matéria sobre o cantor Brian Slade, ícone da era glam que forjou seu próprio assassinato no palco de um show como golpe publicitário. Desde então, seu paradeiro permanece desconhecido.

    Procurando solucionar o mistério, Arthur entrevista seu primeiro empresário, Cecil. Após reconstruir a infância de Slade, que, embora originário de Birmingham, passava as férias de verão com a tia em Londres, o produtor relata como descobriu o músico no Sombrero, clube dirigido por sua esposa, a americana Mandy. Após assitir à sua apresentação, ele decide imediatamente contratá-lo; em decorrência de uma série de shows mal sucedidos, entretanto, vê-se substituído por Jerry Divine, da gravadora Bijou Records.

    Em seguida, Arthur entrevista Mandy. A promotora revela como conheceu Slade no ano novo de 1969, e descreve os principais momentos da carreira do cantor. Sob a batuta de Jerry, ele se tornara um dos mais famosos artistas populares da Europa, investindo na estética glitter e no discurso da ambiguidade sexual. Em sua primeira viagem aos Estados Unidos, Slade é apresentado a Curt Wild, e intermedia sua contratação para gravar um disco na Inglaterra.

    A partir de então, a estratégia de publicidade da Bijou Recors torna-se, essencialmente, sugerir que Slade e Wild matinham um relacionamento afetivo - o que termina de fato ocorrendo, de acordo com o relato de Mandy. Com a pressão do sucesso, todavia, os dois músicos terminam se desentendendo, e o americano muda-se para Berlim. Tem lugar então a simulação de assassinato: mal recebida pelo público, ela põe fim à carreira do inglês que, cada vez mais isolado, tem como única aliada sua assistente Shannon, antiga chefe de guarda-roupas da Bijou Records.

    Como muitos outros adolescentes, Arthur fora fã de Slade, e participara de toda a agitação que tomou conta da Inglaterra na década de 1970. À medida que coleta informações para o artigo, ele traz à lembrança suas próprias recordações sobre o período. A ambiguidade sexual que caracteriza o movimento glam tornou o jornalista plenamente consciente de sua homossexualidade. Surpreendido pelos pais masturbando-se com uma foto onde Slade e Wild trocavam beijos, o jovem abandona a família em Manchester e muda-se para Londres.

    Na capital, conhece a banda Flaming Creatures, e participa com ela de um concerto comemorativo ao final da era glam. Mandy e Slade assistem ao evento, e Wild executa um dos números. Após a apresentação, o futuro jornalista conhece o cantor americano, e os dois vivem um curto romance.

    Ainda sem pistas sobre o paradeiro de Slade em 1984, Arthur tenta entrar em contato com Wild, sem sucesso. Assistindo a uma entrevista de Tommy Stone, contudo, reconhece Shannon como sua assistente, e percebe que o rockeiro conservador é na verdade o antigo ídolo do glam.

    1998 | VELVET GOLDMINE
    Music From The Original Motion Picture



    01. Brian Eno | Needle in the Camel’s Eye
    02. Shudder to Think | Hot One
    03. Placebo | 20th Century Boy
    04. The Venus in Furs | 2HB
    05. Wylde Ratttz | T.V. Eye (feat. Ewan McGregor)
    06. Shudder to Think | Ballad of Maxwell Demon
    07. Grant Lee Buffalo | The Whole Shebang
    08. The Venus in Furs | Ladytron
    09. Pulp | We Are the Boyz
    10. Roxy Music | Virginia Plain
    11. Teenage Fanclub & Donna Matthews | Personality Crisis
    12. Lou Reed | Satellite of Love
    13. T. Rex | Diamond Meadows
    14. Paul Kimble & Andy Mackay | Bitter’s End
    15. The Venus in Furs | Baby’s on Fire (feat. Jonathan Rhys Meyers)
    16. The Venus in Furs | Bitter-Sweet
    17. Carter Burwell | Velvet Spacetime
    18. The Venus in Furs | Tumbling Down (feat. Jonathan Rhys Meyers)
    19. Steve Harley | Make Me Smile (Come Up and See Me)

    BONUS TRACKS
    20. David Bowie | Velvet Goldmine
    21. Andy Pratt | Avenging Annie
    22. Slade | Coz I Luv You
    23. Brian Eno | The Fat Lady Of Limbourg
    24. Marie Lloyd | A Little of What You Fancy Does You Good!
    25. Little Richard | Tutti Frutti
    26. David Bowie | Lady Grinning Soul
    27. Gary Glitter | Do You Want to Touch Me (Oh, Yeah!)
    28. Freda Payne | Band Of Gold
    29. Steve Harley & Cockney Rebel | Sebastian
    30. Hannibal | Get In The Groove
    31. T. Rex | Cosmic Dancer
    32. Wylde Ratttz | Be My Unclean
    33. Brian Eno | Dead Finks Don't Talk
    34. David Bowie | Aladdin Sane
    35. Iggy & The Stooges | Gimme Danger
    36. Mahler | Symphony No.6 in A minor Tragic (I, Allegro Energico Ma Non Troppo. Heftig, Aber Markig)

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    quinta-feira, 9 de abril de 2020

    This Is England

    Direção | Shane Meadows
    Produção | Dino De Laurentiis
    Roteiro | Shane Meadows
    Reino Unido | 2006

    Elenco
    Thomas Turgoose | Stephen Graham
    Joseph Gilgun | Andrew Shim | Vicky McClure

    Música | Ludovico Einaudi

    This Is England é um filme de drama de 2006 escrito e dirigido por Shane Meadows. O filme se centra na história de jovens skinheads da Inglaterra em julho de 1983, mostrando como a subcultura skinhead, cujas raízes estão associados à cultura jamaicana (especialmente aos ritmos musicias ska, rocksteady e reggae), acabou se tornando bandeira de grupos nacionalistas brancos como o partido político de extrema-direita British National Front.

    O filme começa num frio dia de julho de 1983, com o menino de 12 anos Shaun (Thomas Turgoose) brigando na escola após uma piada ofensiva que fizeram sobre seu pai que morreu na Guerra das Malvinas. Voltando para casa, triste, Shaun conhece um grupo de skinheads liderado por Woody (Joe Gilgun), que sente simpatia pelo garoto. O grupo acaba aceitando Shaun como membro, e ele desenvolve um romance com Smell (Rosamund Hanson), uma garota mais velha do que ele que se veste de acordo com o estilo punk/new wave.

    Combo (Stephen Graham), um skinhead mais velho, retorna ao grupo após cumprir uma sentença na prisão. Ele tenta impor a sua liderança no grupo, promovendo suas visões nacionalistas. Combo faz o grupo se dividir em dois, e Shaun decide ficar com o grupo racista deste, ao invés de abandoná-lo como os skinheads apolíticos liderados pelo calmo e afável Woody. Certa noite, após fumar maconha que havia comprado de Milky (o único skinhead negro do grupo de Woody), Combo deixa Milky inconsciente após uma discussão. Após quase matar Milky, Combo demonstra pânico e remorso, e implora para Shaun ajudá-lo a levar Milky para o hospital.

    O filme termina com Shaun lançando sua bandeira da Cruz de São Jorge, um símbolo de sua amizade com Combo, ao mar.

    2006 | THIS IS ENGLAND
    Original Motion Picture Soundtrack


    01. Toots & The Maytals | 54-46 Was My Number
    02. Dexys Midnight Runners | Come On Eileen
    03. Soft Cell | Tainted Love
    04. Underpass / Flares (Movie Dialogue)
    05. Gravenhurst | Nicole (Instrumental)
    06. Cynth / Dad (Movie Dialogue)
    07. Al Barry & The Cimarons | Morning Sun
    08. Shoe Shop (Movie Dialogue)
    09. Toots & The Maytals | Louie Louie
    10. Toots & The Maytals | Pressure Drop
    11. Hair In Cafe (Movie Dialogue)
    12. The Specials | Do The Dog
    13. Ludovico Einaudi | Ritornare
    14. This Is England (Movie Dialogue)
    15. The Upsetters | Return Of DJango
    16. UK Subs | Warhead
    17. Ludovico Einaudi | Fuori Dal Mondo
    18. Strawberry Switchblade | Since Yesterday
    19. Tits (Movie Dialogue)
    20. Percy Sledge | The Dark End Of The Street
    21. Ludovico Einaudi | Oltremare
    22. Clayhill | Please Please Please Let Me Get What I Want
    23. Ludovico Einaudi | Dietro Casa
    24. Gavin Clark | Never Seen The Sea

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    domingo, 29 de março de 2020

    V.A. - Brazilian Post Punk


    Duas décadas após ter passado desapercebido pelo grande público, o pós-punk brasileiro é tema de duas compilações internacionais: "Não Wave - Brazilian Post Punk 1982-1988", que acaba de ser lançada na Alemanha pelo selo Man Recordings, e "The Sexual Life of the Savages - Underground Post-Punk from Brazil", da gravadora inglesa Soul Jazz.

    Os discos têm diferenças sutis entre si. "Não Wave", por exemplo, traz em seu repertório uma música inédita do Ira!, "Lá Fora Pode até Morrer"; o punk funk dos cariocas do Black Future; "Prince no Deserto Vermelho", da "superbanda underground" AKT, formada por integrantes dos grupos De Falla (Porto Alegre), R. Mutt (Belo Horizonte), Mercenárias e Bruhaha Babélico (SP); e "Agentss", do Agentss.

    "The Sexual Life of the Savages" é mais paulistana e tem a dissonância dark do Smack; "Madame Oráculo do Nau", que revelou Vange Leonel; o groove inventivo do Gueto; dois momentos robustos da Patife Band; a new wave tropical da Gang 90 & Absurdettes; Cabine C, de Ciro Pessoa, um dissidente dos Titãs; e a eletrônica santista do Harry. Akira S & as Garotas que Erraram, Fellini, Mercenárias, Chance e Muzak são onipresentes nos dois registros.

    "Selecionamos músicas de que gostamos. É lógico que muita coisa legal ficou de fora", diz Bruno Verner, 33, do Tetine, que assina, ao lado de Eliete Mejorado, a curadoria do projeto.

    A idéia surgiu em 2004, depois de um especial das Mercenárias feito no programa de rádio Slum Dunk, que o Tetine mantém na Resonance FM de Londres. Segundo Verner, a gravadora adorou as composições, entrou em contato, e as conversas resultaram no álbum que tem como título uma das frases da canção "Nosso Louco Amor", de Júlio Barroso e Herman Torres.

    "Escolhemos "The Sexual Life of the Savages" primeiro para homenagear o Júlio, pois o começo dessa história no Brasil se deve muito a ele e à Gang 90. Segundo, porque queríamos brincar com a imagem selvagem que o Brasil tem para o mundo com ironia e ao mesmo tempo celebratória", diz Verner.

    O produtor inglês Andy Comming, 40, seis anos de Brasil, foi o responsável pela concepção de "Não Wave". Na seleção, teve o auxílio de dois importantes personagens da cena: o jornalista, músico e escritor Alex Antunes, do Akira S, e o guitarrista Miguel Barrella, do Agentss, Voluntários da Pátria e Gang 90. "Reunimos o material que foi masterizado em Berlim", diz Comming.

    Segundo o produtor, o lançamento já está repercutindo. "DJs têm tocado as faixas, críticos como [o britânico] Simon Reynolds [autor do livro "Rip It Up And Start Again: Post-Punk 1978-1984'] ficaram surpresos, e a revista alemã De-Bug publicou uma resenha bem positiva."

    Para Alex Antunes, 45, as revisões internacionais servem de alento psicológico aos envolvidos. "Achávamos que toda aquela intensidade iria se perpetuar, mas de certo modo o movimento se perdeu. Isso deixou uma sensação esquisita em muitos de nós. Os álbuns permitem que a cena, que foi enterrada viva, dê uma respirada", diz Antunes.

    Texto | Rodrigo Carneiro

    2005 | NÃO WAVE
    (Brazilian Post Punk 1982 - 1988)


    01. Agentss | Agentss
    02. Black Future | Eu Sou o Rio
    03. Akira S & as Garotas Que Erraram | O Futebol
    04. Akira S & as Garotas Que Erraram | Sobre as Pernas
    05. Azul 29 | Ciências Sensuais
    06. Chance | Samba do Morro
    07. Fellini | Teu Inglês
    08. Fellini | Funziona Senza Vapore
    09. Ira! | Lá Fora Pode Até Morrer
    10. Akt | Prince no Deserto Vermelho
    11. Vzyadoq Moe | Redenção
    12. As Mercenárias | Polícia
    13. Muzak | Ilha Urbana
    14. Voluntários de Pátria | Iô Iô

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    2005 | THE SEXUAL LIFE OF THE SAVAGES
    (Underground Post-Punk from Sao Paulo, Brasil)


    01. As Mercenárias | Inimigo
    02. As Mercenárias | Pâico
    03. Akira S & as Garotas Que Erraram | Sobre as Pernas
    04. Akira S & as Garotas Que Erraram | Eu Dirijo o Carro Bomba
    05. Fellini | Rock Europeu
    06. Gang 90 | Jack Kerouac
    07. Chance | Samba de Morro
    08. Patife Band | Poema em Linha Reta
    09. Patife Band | Teu Bem
    10. Nau | Madame Óraculo
    11. Chance | Striptease de Madame X
    12. Smack | For a Daqui
    13. Smack | Mediocridade Afinal
    14. Fellini | Zum Zum Zazoeira
    15. Muzak | Ilha Urbana
    16. Cabine C | Tão Perto
    17. Harry | You Have Gone Wrong

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    segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

    Trindade: Curto Caminho Longo (Trilha Sonora)


    Trilha do documentário “Trindade: Curto Caminho Longo”, de Tânia Quaresma e Luiz Keller, onde os compositores Luiz Keller, Waltel Blanco, Joyce, Nivaldo Ornelas, Egberto Gismonti, Novelli, Hermeto Pascoal, Edson Maciel, Mestre Di Mola, Marcos Resende, Luiz Cláudio Ramos, Franklin da Flauta, Wagner Tiso e Sapaim, Aiupú e Aritana Yawalapiti, indígenas das etnias Kamayurá e Ywalapiti, gravaram faixas que representavam diversas imagens do Brasil.

    Com o objetivo de deflagrar um movimento, “uma atitude dos próprios músicos que, vendo que é possível, partem para o trabalho por eles mesmos”, foi fundada a Trindade Produções Artísticas.
    O projeto principiou a se tornar realidade em fevereiro de 76, com as filmagens do carnaval carioca.

    No mês de julho, iniciaram-se as gravações das faixas, no estúdio Vice-Versa, em São Paulo. Em setembro de 77, Trindade montou no posto Leonardo Villas-Boas, no Alto Xingu, um insólito espetáculo: a exibição do Ballet Stagium, dançando para uma plateia de mais de 800 índios o tema de Egberto Gismonti Conforme a Altura do Sol/Conforme a Altura da Lua. Em novembro de 1977, Hermeto Pascoal e Seus Músicos tocaram em plena feira de Caruaru, num espetáculo registrado em som direto. Já em setembro do mesmo ano, no dia 17, tinha sido iniciada uma série de shows no cine Ópera, do Rio, reunindo o grupo Index e os músicos/compositores Edu Lobo e Nivaldo Ornellas.

    No mês seguinte, dia 14, um novo show no Ópera, com Wagner Tiso, Joyce e Maurício e o grupo Azymuth. No dia 12 de novembro, tocaram Antônio Adolfo, Toninho Horta, Márcio Montarroyos e Pomoja e o grupo Mandengo. A série teve seu encerramento com um concerto na Concha Acústica da UERJ, com a participação de Wagner Tiso, Toninho Horta, Paulo Moura e a Rio Jazz Orchestra, Nivaldo Ornellas, Egberto Gismonti e Hermeto Pascoal, no dia 25 de março de 78. E, de abril a agosto, foram concluídas as filmagens e gravações.

    A pré-estreia nacional foi realizada no dia 20 de dezembro último.

    Texto | Filme Cultura nº 32, fevereiro de 1979

    1978 | TRINDADE, CURTO CAMINHO LONGO

    01. Luiz Keller | Trindade
    02. Waltel Branco | Minuano
    03. Joyce Moreno | Pega leve
    04. Nivaldo Ornelas & Márcio Borges | Memória das minas
    05. Egberto Gismonti | Conforme a altura do sol
    06. Novelli | Baião de acordar
    07. Hermeto Pascoal | Agreste
    08. Sapaim Kamayurá | Música da manhã
    09. Edson Maciel | Mr. Keller
    10. Mestre di Mola | Capoeira
    11. Marcos Resende | Festa para um novo rei
    12. Luiz Claudio, Franklin da Flauta & Aldir Blanc | Ladeira de Santo Amaro
    13. Wagner Tiso & Luiz Keller | Tragicômico

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    quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

    V.A. Hearts of Stone | Brasilian 60's Beat & Garage


    Coletânea lançada em vinil pelo selo alemão Magia Records em que se destacam bandas brasileiras da década de 1960. Vale destaca o trabalho de remasterização que nos proporciona um arquivo de melhor qualidade, visto que nem sempre é possível encontrar material antigo em boa qualidade.

    2000 | VOLUME 1

    01. Os Jovens | Coração De Pedra
    02. Beatniks | Fire
    03. Luizinho e Seus Dinamites | Choque Que Queima
    04. Som Beat | My Generation
    05. Beat Boys | Canudinho
    06. Os Baobás | Down Down
    07. Beatniks | Cansado De Esperar
    08. Renato e Seus Blue Caps | Vivo Só
    09. Top Five | Esqueces Que Te Ami
    10. Beatniks | Outside Chance
    11. Brazilian Bitles | Filhinho Do Papai
    12. Maskers | Veja Só
    13. Os Jovens | Se Você Contar
    14. Os Aranhas | Gloria

    2001 | VOLUME 2

    01. Os Baobás | Pintada de Preto
    02. The Bubbles | Não Vou Cortar O Cabelo
    03. Analfabitles | Sunnyside Up
    04. Os Brasas | Não Vá Me Deixar
    05. Beggers | Slow Down
    06. Os Jovens | Sofrendo Por Amor
    07. Beezoons | Treat Her Right
    08. Blackstones | Os Monstros
    09. Analfabitles | Shake
    10. Luizinho E Seus Dinamites | Caranga Twist
    11. Beezoons | Hey! Good Lookin'
    12. Jungle Cats | Sapato Nôvo
    13. Os Brasas | Mulher Reindeira
    14. Renato e Seus Blue Caps | Negro Gato
    15. Brazilian Bitles | L'onda
    16. Os Incrìveis | Vai, Meu Bem

    2001 | VOLUME 3

    01. Os Juvenis | Eu Tenho de Achar um Alguém
    02. The Brazilian Bitles | Dedicado a Quem Amei
    03. Bargs | O Louco
    04. Paulo Hilário | Não Dou Meu Braço a Torcer
    05. The Jungle Cats | Vai
    06. The Snakes | Você Não Me Agrada
    07. Outcasts | Go On Home
    08. The Maskers | É Dificil Esquecer
    09. Os Santos | Três Garotas
    10. Altafini | Xaropão
    11. Os Minos | Febre de Minos
    12. The Beggers | Why, Oh Why?
    13. Os Bittus | Vem Depressa Meu Amor
    14. Os Brasas | Lutamos Para Viver
    15. Outcasts | Dying
    16. Le Groupe 'F' | Whisky

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    domingo, 15 de dezembro de 2019

    V.A. O Triângulo Sem Bermudas | Mutantes - Uma Homenagem À Trois


    "Os Mutantes foram pioneiros em misturar o rock com ritmos e estilos brasileiros, abrindo as portas para que bandas como Novos Baianos, Secos & Molhados, Paralamas do Sucesso e Chico Science & Nação Zumbi operassem caminhos similares, a partir de outras influências e bases peculiares, mas também misturando influências estrangeiras com sonoridades tipicamente nacionais."

    Leia a íntegra em | Hypeness

    1996 | O TRIÂNGULO SEM BERMUDAS
    (Mutantes - Uma Homenagem À Trois)


    01. Pato Fú | Vida De Cachorro
    02. Gilberto Gil e Jorge Mautner | Não Vá Se Perder Por Aí
    03. Kid | Quem Tem Medo De Brincar De Amor
    04. Barão Vermelho | Beijo Exagerado
    05. Lulu Santos | Ave Lúcifer
    06. Ney Matogrosso | El Justiciero
    07. Tiburón Caribe | Cantor De Mambo
    08. Planet Hemp | Top Top
    09. Arnaldo Antunes | Dia 36
    10. Daúde e Toni Garrido | Desculpe Babe
    11. Celso Fonseca e Paulinho Moska | Panis Et Circenses
    12. Edgard Scandurra e Taciana | Ando Meio Desligado
    13. André Abujamra, Lucia Turnbull e Tom Zé | 2001

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    segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

    V.A. Rio Grande do Rock


    Esta coletânea veio para atualizar as amostras de rock gaúcho que já haviam surgido nacionalmente através do disco “Rock Grande do Sul” (Plug/RCA, 1986) e regionalmente pelos dois volumes do compilado “Rock Garagem”.

    “Rio Grande do Rock” apresenta cinco novas bandas de Porto Alegre e se divide entre formações até então recentes, Prize, Apartheid e Justa Causa, com outras já tidas como veteranas, Julio Reny & Expresso Oriente e Cascavelettes. Por sinal, estas duas dão um banho nos demais nomes de “Rio Grande do Rock”. Julio Reny e sua banda suavizam o rock em “Expresso Oriente” e “Anita”, duas preciosidades também presentes no primeiro disco do crooner do rock gaúcho. Já os Cascavelettes não deixam as crianças na sala com suas duas canções, as não menos clássicas “Morte por tesão” e “Estou amando uma mulher”.

    Apartheid e Prize mostram um trabalho bastante influenciado pelo pós-punk. Enquanto o Justa Causa não parece muito certo de sua própria estética sonora, a canção “Exilados” é pavorosa

    O disco foi lançado pelo selo SBK, propriedade de Jairo Pires, experiente executivo de gravadoras que enveredara pelos independentes. A SBK tinha um acordo de distribuição nacional, mas como de costume, afundou diante do serviço precário oferecido pelos conluios com grandes empresas do disco.

    O trabalho teve uma boa repercussão e, consequentemente, boas vendas, ainda que tenha ficado restrito ao Rio Grande do Sul. Hoje item colecionável e totalmente fora de cogitação de ser relançado.

    Texto retirado de | Disco Furado

    1988 | RIO GRANDE DO ROCK

    01. Julio Reny & Expresso Oriente | Expresso Oriente
    02. Apartheid | Roleta Russa
    03. Prize | Forças do Interesse
    04. Justa Causa | Exilados
    05. Os Cascavelettes | Estou Amando uma Mulher
    06. Os Cascavelletes | Morte por Tesão
    07. Justa Causa | Status
    08. Apartheid | Criticos
    09. Julio Reny & Expresso Oriente | Anita
    10. Prize | Brasil

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    sábado, 30 de novembro de 2019

    V.A. Rumores


    “Rumores” foi idealizado em 1984, uma iniciativa de Isnaldo Júnior, paraibano adaptado à Brasília e muito interessado nas bandas de rock da cidade.

    Isnaldo era proprietário da loja de discos Sebo do Disco e aproveitou o bom momento do comércio de discos na capital federal para investir numa coletânea que reunisse quatro bandas brasilienses que ainda não haviam assinado contrato.

    Naquele momento, um contrato era quase a sobrevivência para as bandas de Brasília, principalmente depois que a primeira geração da turma (Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial) já fazia parte do elenco de grandes gravadoras.

    As quatro bandas escolhidas tinham uma trajetória no rock brasiliense e eram nomes frequentes em shows e ensaios abertos, que muitas vezes se tornaram shows. Eram bandas diferentes entre si, mas todas com uma identificação sonora no punk e no pós-punk.

    Elite Sofisticada era a “veterana”, seguida pelo Detrito Federal. Finis Africae e Escola de Escândalos surgiram no mesmo ano em que apareceu o convite para gravarem no “Rumores”.

    Tanto o Elite Sofisticada quanto Escola de Escândalos estavam ligados à turma da primeira geração de bandas de Brasília a saborearem o sucesso nacional. Na época o Escola de Escândalos se chamava XXX e dividia ensaios e equipamentos com o Aborto Elétrico. O Detrito Federal e o Finis Africae não faziam parte da “turma”, mas em 1984 já não existia mais turma nenhuma.

    Das quatro bandas, a que mais salta os olhos é o Escola de Escândalos. “Complexos” e “Luzes” soam como uma new wave monocromática, com boas letras e vocais, ainda que a produção de todas as faixas seja bastante crua e que algumas derrapadas de execução não tenham sido corrigidas. A guitarra de Fejão ( se sobressai às demais seis cordas do disco todo. O vocal de Mariele Loyola, então recém-integrada aos vocais, faz um bom contraponto com a voz do Bernardo Müller, principalmente em “Complexos”. E Bernardo era um dos melhores compositores daquela safra do rock de Brasília. “Luzes” entrou na programação da Fluminense FM e parecia que o Escola de Escândalos seria a próxima migração candanga para o hall da (sub)fama do Rock Brasil 80’s. Uma demo gravada para EMI solidificaria a projeção, mas não foi o que aconteceu. No mesmo ano do lançamento do “Rumores” Mariele Loyola se debandou para o Arte no Escuro, mas o Escola de Escândalos perdurou até 1988.

    Elite Sofisticada estava mais ligada ao pós-punk, tocavam acelerado, mas eram facilmente assimiláveis, mantinham um vocal bem característico às bandas da época. Não é por acaso que na resenha do disco feita por Alex Antunes para revista Bizz (leia ao lado) a banda é acusada de imitar o Capital inicial. Curiosamente, o nome da banda surgiu de uma brincadeira de Negrete - aka Renato Rocha e Billy (1961-2015) - com a Plebe Rude.

    Finis Africae também estava voltado ao lado sombrio da new wave. As duas canções que estão em “Rumores” são as únicas do Finis Africae com o seu primeiro vocalista, Rodrigo Leitão. Este foi ejetado da banda ainda durante a gravação da coletânea, seus vocais até foram refeitos pelo seu substituto, Eduardo de Moraes, mas não foram aproveitados. A saída do vocalista refletia o desejo da banda de seguir um caminho mais pop e com temas mais acessíveis. Deu certo para eles, mas as canções do Finis Africae em “Rumores” estão entre as melhores da banda.

    Detrito Federal é a “mais diferente” dos quatro nomes selecionados. Trata-se de uma banda punk em essência, a única realmente punk de uma geração que idolatrava o gênero, mas que buscava caminhos sonoros e estéticos em outras vertentes, muitas delas originadas do punk. As duas músicas não soam tão pungentes como deveriam soar, mas o vocal de Podrão salva as letras legitimamente punk rock de “Fim de semana” e “Desempregado”. O punk /hardcore brasiliense deve muito a estas duas músicas do Detrito Federal.

    “Rumores” foi gravado no estúdio Bemol, em Belo Horizonte/MG. O projeto gráfico segue os tons negros e nublados das gravações. Na capa a foto de outra figura conhecida do rock de Brasília da primeira metade dos 80, Ronaldo Freitas. No encarte estão as letras e uma foto grande com todas as bandas reunidas. Foram prensadas duas mil cópias do álbum, item disputado à tapa por colecionadores.

    Texto retirado do blog | Disco Furado

    1985 | RUMORES

    01. Escola de Escândalo | Complexos
    02. Finis Africae | Van Gogh
    03. Elite Sofisticada | Fuga
    04. Detrito Federal | Desempregado
    05. Finis Africae | Ética
    06. Escola de Escândalo | Luzes
    07. Detrito Federal | Fim-de-semana
    08. Elite Sofisticada | Sozinho

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    domingo, 17 de novembro de 2019

    V.A. Sub


    Sub é uma coletânea lançada em 1983 pelo selo Estúdios Vermelhos (o primeiro selo de Redson, vocalista e guitarrista do Cólera).

    É uma das primeiras coletâneas de hardcore punk da America Latina (a primeira é Grito Suburbano, com as bandas Cólera, Inocentes e Olho Seco), sendo respeitado e aclamado internacionalmente.

    Inicialmente era para ser um álbum inteiro do Coléra, mas devido as idéias comunistas do músico na época, ele resolveu chamar mais três bandas: Ratos de Porão, Psykóze e Fogo Cruzado.

    A edição original teve uma tiragem de 1000 cópias, todas elas na cor vermelha. Tinha três defeitos graves na capa: o primeiro era a abertura da capa, feita pelo lado contrário. O segundo era a cor vermelha em outro tom, diferente do planejado. Por fim, as músicas da banda Psykóze e Ratos de Porão tinham os nomes diferentes do vinil.

    A segunda edição (lançada pelo selo Ataque Frontal) corrigiu esses defeitos e lançou o disco conforme o planejado originalmente. Essa edição contou com 1000 cópias na cor vermelha, 500 cópias na cor verde e 500 cópias pretas.

    Foi relançado em CD pela Devil Discos.

    Texto | Wikipédia

    1982 | SUB

    01. Ratos de Porão | Parasita
    02. Ratos de Porão | Vida Ruim
    03. Ratos de Porão | Poluição Atômica
    04. Cólera | X.O.T.
    05. Cólera | Bloqueio Mental
    06. Cólera | Quanto Vale a Liberdade?
    07. Psykóze | Terceira Guerra Mundial
    08. Psykóze | Buracos Suburbanos
    09. Psykóze | Fim do Mundo
    10. Fogo Cruzado | Desemprego
    11. Fogo Cruzado | União Entre Punks do Brasil
    12. Fogo Cruzado | Delinqüentes
    13. Ratos de Porão | Não Podemos Falar
    14. Ratos de Porão | Realidades da Guerra
    15. Ratos de Porão | Por Quê
    16. Cólera | Histeria
    17. Cólera | Zero-Zero
    18. Cólera | Sub-Ratos
    19. Psykóze | Vítimas da Guerra
    20. Psykóze | Alienação do Homem Moderno
    21. Psykóze | Desilusão
    22. Fogo Cruzado | Inimizade
    23. Fogo Cruzado | Punk Inglês
    24. Fogo Cruzado | Terceira Guerra

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    segunda-feira, 11 de novembro de 2019

    V.A. Grito Suburbano


    Grito Suburbano é um álbum-compilação com três bandas brasileiras de punk rock, e foi o primeiro álbum de bandas brasileiras desse gênero musical.

    Lançado no formato LP pela Punk Rock Discos em 1982, apresenta as bandas Olho Seco, Inocentes e Cólera, com quatro faixas cada. O álbum foi lançado na Alemanha em 1984, pela Vinnyl Boogie no formato LP, com o nome de Volks Grito.

    Em 2000 foi relançado no formato de CD, com faixas-bônus do show de lançamento do álbum. Em julho de 2016, foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil como o 4º melhor disco de punk rock do Brasil.

    Fábio Sampaio, vocalista do Olho Seco, alugou um estúdio de oito canais da Gravodisc para que Olho Seco, Cólera, Inocentes, Anarkólatras e M-19 registrassem suas músicas.

    Tinham apenas 12 horas, divididas em dois períodos, para captar ao vivo toda a raiva e urgência daquela geração. Os técnicos do estúdio, habituados a artistas sertanejos, se assustaram com aquele ruído de serra elétrica que atrapalhava as sessões feito pelos pedais de distorção. No confuso processo de captação, a primeira gravação feita com o Anarkólatras e M-19 ficou de péssima qualidade, e tiveram problemas quando foram regravar e acabaram ficando de fora da compilação.

    Texto | Wikipédia

    1982 | GRITO SUBURBANO

    01. Dose Brutal | Faces da Morte
    01. Olho Seco | Desespero
    02. Olho Seco | Sinto
    03. Inocentes | Medo de Morrer
    04. Inocentes | Garotos do Subúrbio
    05. Cólera | João
    06. Cólera | Gritar
    07. Olho Seco | Lutar, Matar Olho Seco
    08. Olho Seco | Eu Não Sei Olho Seco
    09. Inocentes | Guerra Nuclear
    10. Inocentes | Pânico em SP
    11. Cólera | Subúrbio Geral
    12. Cólera | Hhei!

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    terça-feira, 5 de novembro de 2019

    V.A. O Começo do Fim do Mundo


    'O Começo do Fim do Mundo' e a invasão punk na fábrica da Pompeia

    “Faça você mesmo”, traduzido do inglês Do it Yourself, foi um dos grandes lemas do movimento punk, que surgiu em meados dos anos 1970 nos Estados Unidos e se espalhou pelo mundo ocidental nos anos seguintes. Foi também o lema que conduziu, em novembro de 1982, a organização do festival O Começo do Fim do Mundo, realizado no recém-inaugurado Sesc Pompeia com a presença de 20 bandas de punk rock de São Paulo e do ABC paulista. Se o Sesc ainda não possuía o equipamento de som necessário, alguns amplificadores, microfones e caixas de som resolveram a situação; se os membros de algumas bandas nem tinham seus próprios instrumentos, pegaram emprestado de outras; se não havia espaço para divulgação na mídia, alguns cartazes, flyers e o boca a boca cumpriram o papel. Difícil seria imaginar que, apesar do improviso – ou talvez por isso mesmo –, o evento se tornaria um marco na história da música nacional, com grande repercussão inclusive no exterior.

    A ideia partiu do escritor e dramaturgo Antônio Bivar, importante agitador da contracultura brasileira, que percebeu a força que o movimento punk ganhara entre jovens de origem proletária da região metropolitana de São Paulo. Ainda sob o regime militar, em tempos de crise econômica e desesperança no futuro, os jovens punks flertavam com o anarquismo e questionavam o sistema como um todo – governo, polícia, mídia, burguesia, etc. Por isso mesmo, a própria aceitação do Sesc (Serviço Social do Comércio, ligado ao empresariado) em realizar o evento foi uma surpresa vista com desconfiança por algumas bandas, acostumadas a tocar em “buracos” e festas sem nenhuma estrutura ou vínculo oficial. Mas o novo espaço projetado por Lina Bo Bardi de fato se mostrava aberto a novas propostas e surgia ali uma oportunidade para o punk mostrar sua cara para um público mais amplo. Segundo Bivar, deu certo: “Acho que o festival colocou, espontaneamente, o punk na história do Brasil”.

    Era uma oportunidade, também, para tentar unificar um movimento fortemente rachado pela rivalidade entre bandas e gangues do ABC contra as de São Paulo. Após uma preparação cautelosa, que envolveu a aceitação de uma trégua entre grupos rivais, O Começo do Fim do Mundo aconteceu, com casa lotada, em dois dias no espaço externo do Sesc. Além dos shows – de Inocentes, Ratos de Porão, Cólera, Negligentes, Olho Seco, Desertores e muitas outras –, exposições e barracas montadas para a divulgação de material punk (discos, fitas, fotos e fanzines) ocuparam a antiga fábrica da Pompeia. “Foi um festival mágico, que a gente conseguiu fazer em momento de crise do movimento, quando estava tendo várias tretas com as gangues. E a gente conseguiu juntar todos. Tudo que tinha de produção punk a gente juntou nesses dias. Porque basicamente só tinha 20 bandas, e foram as 20 que tocaram”, conta Ariel Invasor, ex-membro de Restos de Nada e Inocentes, hoje do Invasores de Cérebros.

    Ao contrário do que muitos temiam, o evento aconteceu com poucas brigas que, de algum modo, também faziam parte do espetáculo maior. “A postura toda tinha um tanto de teatro. Eu, como dramaturgo, vi o festival um pouco como um grande espetáculo espontâneo”, conta Bivar. E ele completa: “Os punks não gostam muito que eu fale isso, mas eu acho que uma das grandes coisas do punk, para além da revolta contra o sistema e tal, é um grande humor. Tem uma verve humorada que me fascinou”.

    Mas se os jovens não arranjaram tanta confusão, não se pode dizer o mesmo da Polícia Militar, que, sem motivo aparente, invadiu o Sesc para expulsar e prender os punks, levando embora inclusive a fita em que era gravado o evento em vídeo. O material foi resgatado por Bivar na delegacia, ainda no mesmo dia, e possibilitou, mais de 30 anos depois, a realização do documentário O Fim do Mundo, Enfim – de mesmo nome do show comemorativo realizado no Sesc Pompeia em 2012 com cinco das bandas presentes em 1982 e outras convidadas.

    Documentário e filmagem do novo show, que novamente lotou a antiga fábrica da Pompeia, saem agora em DVD pelo Selo Sesc. Porque, como dizem por aí, o punk não morreu: “O punk não acabou. Ele continua contestando, continua com uma ideologia viva, do ‘faça você mesmo’, de que não precisa ter uma grande gravadora atrás nem a mídia em cima”, diz o jornalista Ricardo Cachorrão Flávio em cena do filme. “O movimento sobrevive, está indo, andando pelos esgotos, mas está vivo. Seja no Sesc Pompeia, seja num buraco qualquer na periferia, ainda existe punk.”

    Texto | Marcos Grinspum Ferraz

    1982 | O COMEÇO DO FIM DO MUNDO

    01. Dose Brutal | Faces da Morte
    02. M-19 | 19 de Abril
    03. Neuróticos | Carecas
    04. Inocentes | Salvem El Salvador
    05. Psykóze | Papo Furado
    06. Fogo Cruzado | Ratos de Esgoto
    07. Juízo Final | Liberdade
    08. Desertores | Não Quero
    09. Cólera | C.D.M.P (Cidade dos Meus Pesadelos)
    10. Negligentes | Herói
    11. Extermínio | Holocausto
    12. Suburbanos | Era Suburbanos
    13. Passeatas | Direito de Protestar
    14. Lixomania | Punk!
    15. Olho Seco | Haverá Futuro?
    16. Decadência Social | Decadência Social
    17. Estado de Coma | Marginal
    18. Ratos de Porão | Novo Vietnã
    19. Hino Mortal | Desequilíbrio
    20. Ulster | Heresia

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    segunda-feira, 5 de agosto de 2019

    Rock Progressivo


    O rock progressivo foi tocado pela primeira vez no final dos anos 60, no entanto, se tornou especialmente popular no início da metade dos anos 70. No final dos anos 60, algumas bandas - geralmente da Inglaterra - começaram a experimentar formas de músicas mais longas e complexas pois os jovens músicos daquela geração estavam vivendo a "contra-cultura" que rompia com a cultura pop e hippie, ao passo que as gravadoras concediam liberdade de criação aos artistas contribuindo para um leque ilimitado de possibilidades em estúdio. O termo "rock progressivo" foi cunhado pela imprensa nos anos 70 pela necessidade jornalística de atribuir rótulos ao escrever matérias e resenhas.

    Anos 1960: os precursores
    O rock progressivo nasceu de uma variedade de influências musicais do final da década de 1960, particularmente no Reino Unido. Entre outros desenvolvimentos, os Beatles, em sua fase psicodélica e outras bandas de rock psicodélico começaram a combinar o rock and roll tradicional com instrumentos da música clássica e oriental. Os primeiros trabalhos foram do Pink Floyd e Frank Zappa que já mostravam certos elementos do estilo. A composição "Beck's Bolero", de Jeff Beck,Keith Moon,John Paul Jones, Nicky Hopkins Jimmy Page em 1966, é um retrabalho de "Bolero" do compositor francês Maurice Ravel. A cena psicodélica continuou o constante experimentalismo, começando peças bastante longas, apesar de geralmente sem tanto tratamento quanto à estrutura da obra (como por exemplo em "In-A-Gadda-Da-Vida" de Iron Butterfly).

    Pioneiros alemães da música eletrônica como Tangerine Dream introduziram o uso de sintetizadores e outros efeitos em suas composições, geralmente em álbuns puramente instrumentais. Em meados da década de 1960 o The Who também lançou álbuns conceituais e opera rocks, apesar de ser baseado principalmente na improvisação do blues, assim como feito por outras bandas contemporâneas tais como Cream e Led Zeppelin.

    Anos 1970: nascimento, auge e queda
    Bandas tidas como referência do rock progressivo incluem The Nice e Soft Machine, e apesar das origens terem sido formadas em meados da década de 1960 foi somente em 1969 que a cena estaria se formando concretamente, como evidenciado pela aparição de King Crimson em fevereiro desse mesmo ano. A banda foi seguida rapidamente de outras bandas do Reino Unido incluindo Yes, Pink Floyd, Supertramp, Genesis, Emerson Lake and Palmer e Jethro Tull, e outras bandas menos famosas, como Focus, Family, Traffic, Camel dentre outras. Exceto pelo ELP, tais bandas começaram suas carreiras antes do King Crimson, mas mudaram o curso de sua música consideravelmente após o lançamento do álbum In the Court of the Crimson King.

    As bandas que mais contribuíram para o nascimento desse estilo, no qual viria tornar-se famosíssimo foram: Yes, Emerson, Lake & Palmer, Rush, Genesis, Gentle Giant, Pink Floyd, Jethro Tull, King Crimson.

    As músicas que mais refletiram o que foi o Rock Progressivo e que se tornaram mais famosas foram: "Roundabout" do Yes, "Karn Evil 9"(principalmente a 1st impression, pois a 2nd e 3rd impression são solo de piano e bateria.), "2112" do Rush, "The Knife" do Genesis, "Proclamation" do Gentle Giant, "Echoes" do Pink Floyd, "Aqualung" do Jethro Tull e "21st Century Schizoid Man" do King Crimson.

    O rock progressivo ganhou seu momento quando os fãs de rock estavam em desilusão com o movimento hippie, movendo-se da música popular sorridente da década de 1960 para temas mais complexos e obscuros, motivando a reflexão. O álbum Trespass do Genesis inclui a canção "The Knife", que retrata um demagogo violento, e "Stagnation", que retrata um sobrevivente de um ataque nuclear. O Van der Graaf Generator também abordava temas existenciais que relacionavam-se como o niilismo.

    O estilo foi especialmente popular na Europa e em partes da América Latina. Várias bandas fora do Reino Unido que seguiram a trajetória dos britânicos foram o Premiata Forneria Marconi, Area, Banco del Mutuo Soccorso e Le Orme da Itália, além de Ange, Gong e Magma da França. A cena italiana foi posteriormente categorizada como rock sinfônico italiano. A Alemanha também produziu uma cena progressiva significante, geralmente referida como Krautrock. Os Psico, Tantra, Quarteto 1111 e José Cid, cujo disco 10.000 anos depois entre Vénus e Marte é considerado um dos melhores de rock progressivo, protagonizaram o género em Portugal. No Brasil, Os Mutantes combinaram elementos da música brasileira, rock psicodélico e outros sons experimentais para criar um som diferente do que havia sido feito até o presente momento, com letras inspiradas pela fantasia, literatura e história. A banda introduziu o Mellotron no Brasil (embora não existam fontes, nota-se que o instrumento nunca foi ouvido na música brasileira até a gravação do compacto Mande Um Abraço pra Velha em 1972) além do primeiro amplificador Leslie rotatório para órgão Hammond. Outras bandas brasileiras que contribuíram à cena progressiva nacional foram Som Nosso de Cada Dia, A Barca do Sol e Som Imaginário.

    Um grande elemento de vanguarda e contra-cultura é associado com o rock progressivo. durante a década de 1970 Chris Cutler do Henry Cow ajudou a formar um grupo de artistas referidos como Rock in Opposition, cuja proposta era essencialmente criar um movimento contra a atual indústria da música. Os membros originais incluíam diversos grupos tais como Henry Cow, Samla Mammas Manna, Univers Zéro, Etron Fou Leloublan, Stormy Six, Art Zoyd, Art Bears e Aqsak Maboul.

    Fãs e especialistas possuem maneiras divergentes de categorizar as diversas ramificações do rock progressivo na década de 1970. A Cena Canterbury pode ser considerada um sub-gênero do rock progressivo, apesar de ser muito mais direcionado ao jazz fusion, encontrado em bandas como Traffic. Outras bandas tomaram uma direção mais comercial, incluindo Renaissance, Queen e Electric Light Orchestra, e são algumas vezes categorizadas como rock progressivo. Através do tempo, bandas como Led Zeppelin e Supertramp também incorporaram elementos não usuais em seu som tais como quebras de tempo e longas composições.

    O Rush foi uma banda não européia muito bem sucedida com influências do gênero.
    A popularidade do gênero atingiu seu auge em meados da década de 1970, quando os artistas regularmente atingiam o topo das paradas na Inglaterra e Estados Unidos. Nessa época começaram então a surgir bandas estadunidenses como Kansas e Styx, que apesar de existirem desde o começo dos anos 70, tornaram-se sucesso comercial após o vinda do rock progressivo às Américas. A banda de Toronto, Rush, também foi muito bem sucedida fazendo um hard rock com influências progressivas, com uma seqüência de álbuns de sucesso desde meados da década de 1970 até atualmente.

    Com o advento do punk rock no final da década de 1970 as opiniões da crítica na Inglaterra voltaram-se ao estilo mais simples e agressivo de rock, com as bandas progressivas sendo consideradas pretensiosas e exageradas em demasiado, terminado com o reinado de um dos estilos mais liderantes do rock.[4][5] Tal desenvolvimento é visto freqüentemente como parte de uma mudança geral na música popular, assim como o funk e soul foram subsituídos pela música disco e o jazz ameno ganhou popularidade sobre o jazz fusion. Apesar disso, algumas bandas estabelecidas ainda possuíam ampla base de fãs, como Rush, Genesis e Yes continuaram regularmente no topo de paradas e realizando grandes turnês. Em torno de 1979, é geralmente considerado que o punk rock evoluiu para o New Wave.

    Anos 1980: o rock neoprogressivo
    Os princípios dos anos 1980 assistiram o retorno ao gênero, através de bandas como os Marillion, IQ, Pendragon e Pallas. Os grupos que apareceram nesta altura são por vezes chamados de “neoprogressivos”. Foram amplamente inspirados pelo rock progressivo, mas também incorporaram fortemente elementos do new wave. É caracterizado pela música dinânica, com grande presença de solos tanto de guitarra quanto de teclado. Por esta altura alguns dos grupos leais ao rock progressivo mudaram a sua direção musical, simplificando as suas composições e incluindo mais abertamente elementos eletrônicos. Em 1983 os Genesis alcançam um grande êxito internacional com a múscia “Mama”, que tinha um forte ênfase na bateria eletrônica. Esta canção foi gravada em um álbum que também celebrizou o clássico "Home by the Sea", que apresentava uma versão com letra e outra instrumental. Em 1984, o Yes alcança um grande êxito com o álbum 90125 e o sucesso “Owner Of A Lonely Heart”, que continha (para aquela época) efeitos eletrônicos modernos e era acessível a ser tocada em discotecas e danceterias. Em 1983 é criado o Apocalypse, um dos principais grupos brasileiros de progressivo. O grupo lançaria 10 álbuns, incluindo 4 álbuns na Europa, e gravaria o primeiro álbum duplo ao vivo de rock progressivo brasileiro nos EUA.

    Anos 1990: third wave e metal progressivo
    Nos anos 1990 outras bandas começaram a reviver o estilo com a chamada third wave, composta por bandas como os suecos The Flower Kings, os ingleses Porcupine Tree, os escandinavos e os americanos Spock's Beard e Echolyn, que incorporaram o rock progressivo no seu estilo único e eclético. apesar de não soar igual, tais bandas estão muito relacionadas com os artistas da década de 1970, considerados por alguns inclusive uma fase retrô do estilo.

    Enquanto isso (da metade da década de 1980 em diante para ser mais exato), estava havendo o surgimento do metal progressivo, um estilo comercialmente bem sucedido que uniu vários elementos do rock progressivo ao heavy metal. Isso trouxe para o estilo uma maior técnica, fruto de uma aprendizagem acadêmica, capacitando-as a explorar músicas longas e álbuns conceituais. Bandas do estilo incluem Dream Theater, Fates Warning, Tool, Symphony X, Queensrÿche (Estados Unidos), Ayreon (Países Baixos), Opeth, Pain of Salvation, Ark, A.C.T (Suécia), Spiral Architect, Circus Maximus, Conception(Noruega), e no Brasil, o Mindflow. Bandas da década de 1970 frequentemente citadas como referência para o metal progressivo coincidem com as mais bem sucedidas, tais como Yes, Rush, Pink Floyd e Genesis.

    No trabalho de grupos contemporâneos como os Radiohead e bandas post rock como Poets of the Fall, Sigur Rós e Godspeed You! Black Emperor, estão presentes alguns dos elementos experimentais do rock progressivo. Entre os músicos mais experimentalistas e de vanguarda, o compositor japonês Takashi Yoshimatsu cita o rock progressivo como sendo a sua primeira influência.

    Anos 2000 e 2010: festivais
    Na década de 2000 e na última década e meia surgiram, no mundo inteiro, vários festivais dedicados ao género. Como exemplo cite-se o prestigiado festival português Gouveia art rock que se realiza desde 2003 e já é considerado um evento de referência em todo o mundo.

    Texto retirado do blog | Wikipédia

    2012 | GREATEST EVER! PROG ROCK

    CD 1
    01. Yes | Roundabout (Single Version)
    02. Caravan | In The Land Of Grey And Pink
    03. Atomic Rooster | I Can't Take No More
    04. Camel | Metrognome
    06. Jefferson Airplane | White Rabbit
    06. Argent | Hold Your Head Up
    07. Blue Öyster Cult | Don't Fear The Reaper
    08. Traffic | Every Mother's Son
    09. Quintessence | Sea Of Immortality
    10. Tangerine Dream | Dolphin Dance
    11. Affinity Three Sisters
    12. Zzebra | Amuso Fi (Single Version)
    13. Nazareth | This Flight Tonight
    14. Galahad | Empires Never Last

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    CD 2
    01. Aphrodite's Child | The Four Horsemen
    02. Curved Air | Back Street Luv
    03. Mahavishnu Orchestra | The Meeting Of The Spirits
    04. Gentle Giant | Pantagruel's Nativity
    05. Sensational Alex Harvey Band | Faith Healer
    06. Spooky Tooth | Lost In My Dream
    07. The Edgar Winter Group | Frankenstein
    08. Hawkwind | Shot Down In The Night (Single Edit)
    09. Consortium | Where
    10. Warhorse | No Chance
    11. Ian Gillan Band | Ian Gillan Band
    12. IQ | Born Brilliant
    13. Twelfth Night | Creepshow

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    CD 3
    01. Rick Wakeman | Anne Of Cleves
    02. Colosseum | The Kettle
    03. Spirit | Fresh Garbage
    04. Beggar's Opera | MacArthur Park
    05. Moody Blues | Higher And Higher
    06. Uriah Heep | Rainbow Demon
    07. Greenslade | Bedside Manners Are Extra
    08. Matching Mole | O Caroline
    09. Arthur Brown & Kingdom Come | Spirit Of Joy
    10. John Lees' Barclay James Harvest | Child Of The Universe (Live)
    11. Running Man | Running Man
    12. Rob Thompson | Dust (Full Length Version)
    13. Marillion | You're Gone

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    quarta-feira, 10 de abril de 2019

    Post-Punk


    “Post-Punk – ‘Pós-Punk’ – Os leigos costumam confundir com new wave. O que aconteceu foi que, entre 77 e 79, o sopro de vida injetado no rock pelo punk frutificou numa verdadeira selva de estilos e pesquisas de ritmos e efeitos de gravação, com desdobramentos pelo reggae, pelo funk e o ska – mas sem esquecer da economia de recursos, nem a ênfase na guitarra, nem a militância política, nem a postura antimercantilista diante da indústria pop. O Clash e o Jam fizeram à transição e o Joy Division de ‘Unknown Pleasures (79) e o Gang of Four são exemplos nítidos”. Guia do Rock, Revista Bizz, 1987

    Tirando o fato de que o PIL foi a principal banda a fazer a transição do punk para o pós-punk (afinal, era John Lydon em pessoa que estava fazendo a travessia), a definição de vinte anos atrás de um Guia do Rock em formato livreto que acompanhava uma Bizz de 1987 com o New Order na capa está bem próxima da definição correta do termo. A Wikipedia (aqui) estende a discussão incluindo no caldeirão aquilo que nos interessa neste texto: “O pós-punk é com freqüência e equivocadamente referido como sinônimo para música gótica ou como sinônimo de indie rock”.

    Um bom exemplo do acerto desta frase da Wikipedia é o imperdível box triplo “Original Anthems From The 70’s and 80’s Post-Punk Scene”, que chega ao Brasil via Music Brokers e até tem alguns nomes do movimento pós-punk entre as 46 canções selecionadas, mas é notadamente um box de gothic rock, o melhor e mais acessível já lançado debaixo do Equador com uma seleção de bandas caprichada (muitas inéditas até então no país), um encarte didático que conta a história de cada grupo/canção presente na compilação e um texto de apresentação de Wayne Hussey, escrito em São Paulo.

    O CD 1 abre com “Kick In The Eye”, um clássico do álbum “Mask”, do Bauhaus, que ainda conta também com “Adrenalin”, uma canção de seu retorno, de 2006, no pacote. Na seqüência, “Do You Believe In The Westworld?”, do Theatre of Fate, hit que freqüentou as paradas no começo dos anos 80 numa mistura azeitada de Gang of Four com Joy Division. Daqui pra frente vale tudo: tem Pixies (”Gone Machine”), Jesus and Mary Chain (”Aprol Skies”), o punk rock de The Lords of The New Church (com duas canções do começo dos anos 80) e a versão do Love and Rockets para o clássico da Motown “Ball of Confusion” (1985).

    O Joy Division é representado pela dobradinha “Ice Age” / “Shadowplay” (em versão demo), mas você irá ouvir muita coisa entre as 46 canções que lembra – e muito – Joy Division. Por dificuldades de liberação das matrizes, algumas canções não aparecem no box em versões originais, caso de dois clássicos do Echo and The Bunnymen., “The Killing Moon” e “Lips Like Sugar”, que surgem de registros ao vivo de 2001, mas há muita coisa interessante aqui como “I Can’t Escape Myself”, faixa que abre o debute do The Sound, de 1980, ou a versão de Wayne Hussey para o clássico do Cure, “A Night Like This”.

    A lista segue imensa com The Fall (”R.O.D.”), Pere Ubu (”Final Solution”), Modern English (”Just a Thought”), Dead Can Dance (”The Fatal Impact”), The Wolfang Press (”Lisa”), Sisters of Mercy (”Black Planet”), Wedding Present (”Waiting on The Guns”), Camper Van Beethoven (”Take The Skinheads Bowling”), Killing Joke (”Love Like Blood”), The Mission (”Wasteland”), Gary Numan (”Cars”), Alien Sex Fiend (”E.S.T Trip To The Moon”), Rownland’s S. Howard com Lydia Lunch (”I Fell In Love With a Ghost”), Tones On Tail (”Go!”) e coisas mais recentes como o Snail, grupo formado por ex-integrantes do Siouxsie and The Banshees, Gene Loves Jezebel e The Soft Boys, que lançou o álbum “Last Dog In Space” em 2006.

    Apesar de conter poucas coisas reais de pós-punk, “Original Anthems From The 70’s and 80’s Post-Punk Scene” impressiona com sua seleção que abarca desde o gothic rock, passa pelo indie e ainda encaixa números inclassificáveis e sensacionais como o Birthday Party (com Nick Cave gritando até ficar sem voz em 1981 o refrão de “Release The Bats”), o Einsturzende Neubaten (que marca presença com “Kollaps”, do primeiro álbum da banda, de 1981) ou a perturbadora “Sãeta”, que a cantora Nico lançou em single em 1981. De bônus track, “Nightclubbing”, com Iggy Pop, de alguns daqueles piratas da época da turnê do álbum “The Idiot” (1977). Para ouvir alto e no escuro.


    2009 | POST PUNK
    ORIGINAL ANTHEMS FROM THE 70'S & 80'S POST-PUNK SCENE

    CD 1:

    01. Kick In The Eye | Bauhaus
    02. Do You Believe In The Westworld? | Theatre Of Hate
    03. Bone Machine | Pixies
    04. April Skies | The Jesus & Mary Chain
    05. Release The Bats | The Birthday Party
    06. Lil's Boys Play Woth Dolls | The Lords Of The New Church
    07. Ball Of Confusion | Love And Rockets
    08. Perfumed Metal | Chrome
    09. Shadowplay | Joy Division
    10. Just A Thought | Modern English
    11. I Can't Escape Myself | The Sound
    12. The Fatal Impact | Dead Can Dance
    13. Kollaps | Einstürzende Neubaten
    14. Lisa (The Passion) | The Wolfgang Press
    15. Saeta | Nico

    CD 2:

    01. R.O.D. | The Fall
    02. Final Solution | Pere Ubu
    03. Adrenalin | Bauhaus
    04. Wasteland | The Mission
    05. GO! | Tones On Tail
    06. E.S.T. (Trip Yto The Moon) | Alien Sex Friend
    07. Los Niños Del Parque | Liaisons Dangereuses
    08. Black Planet | The Sisters Of Mercy
    09. I Feel In Love With A Ghost | Rwland S. Howard & Lydia Lunch
    10. Where Were You? | The Mekons
    11. Waiting On The Guns | The Wedding Present
    12. Maximum G. | Certain General
    13. Sebastiane | Sex Gang Children
    14. Israel | Mephisto Walz
    15. Take The Skinheads Bowling | Camper Van Beethoven

    CD 3:

    01. A Night Like This | Wayne Hussey
    02. The Killing Moon | Echo & The Bunnymen
    03. Russian Roulette | The Lords Of The New Church
    04. Live Like Blood | Killing Joke
    05. Cars | Gary Numan
    06. Lips Like Sugar | Echo And The Bunnymen
    07. Ice Age | Joy Division
    08. Caged | 1919
    09. Evil | 45 Grave
    10. Cry For Help | Super Heroines
    11. Romeo's Distress | Christian Death
    12. Spellbound | Inkubus Sukkubus
    13. Video Eyes | The Bongos
    14. Waiting | Doctors Of Madness
    15. Last Dog In Space | Snail
    16. Nightclubbing | Iggy Pop (Bonus track)

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    domingo, 31 de março de 2019

    Brazilian Beats | Brooklyn


    2007 | BRAZILIAN BEATS | BROOKLIN

    01. Nonato & Seu Conjunto | Cafua
    02. Os Novos Crioulos | Mar Afunda
    03. Jose Roberto | Crioula Multicolorida
    04. Rita Lee & Tutti Frutti | Agora e Moda
    05. Trio Esperanca | Nao Aguento Voce
    06. Noriel Vilela | 16 Toneladas (Sixteen Tons)
    07. Chocolate Da Behia | Ele Guenta
    08. Tim Maia | E Necessario
    09. Joao Bosco | Cobra Criada
    10. Som Tres | Tanga
    11. Os Incriveis | Uma Rosa Pra Dita
    12. Robson Jorge & Lincoln Olivetti | Aleluia
    13. Erasmo Carlos | Jeep
    14. Chalo Eduardo | Beija-Flor Suite
    15. Ely Camargo | Taieiras
    16. Silvio Cesar | A Festa
    17. Edson Frederico | Tava Mas Nao Tava
    18. Helio Matheus | Mais Kriola
    19. Toni Tornado | O Jornaleiro
    20. Miguel De Deus | Black Soul Brothers
    21. Ana Rosely | Skim Dum Dum Dum
    22. Quarteto Uai | Marcas

    quarta-feira, 27 de março de 2019

    Chimes of Freedom | The Songs of Bob Dylan


    A gravadora Universal Music reuniu vários artistas com o objetivo de regravar algumas obras de Bob Dylan. O resultado é que no início deste ano, foi lançado o álbum “Chimes of Freedom” (The Songs of Bob Dylan - Honoring 50 Years of Amnesty International), reunindo quatro discos com novas interpretações de temas do velho bardo, prestando um tributo aos 50 anos do álbum de estréia de Bob Dylan e ainda uma homenagem aos também 50 anos da Anistia Internacional.

    O álbum faz um apanhado na obra de Mr. Zimmerman, por uma plêiade de nomes da música pop e rock mundial. A renda auferida com a venda da caixa, será revertida para a Anistia Internacional.

    Vários artistas convidados para as regravações são bem conhecidos do público, como Pete Townshend; Diana Krall; Bryan Ferry; Joan Baez; Adele e Sting. Algumas canções que não poderiam faltar, lá estão, como “Blowin’ In The Wind” interpretada por Ziggy Marley e “Like a Rolling Stone” através de Seal e Jeff Beck.


    Outros nomes convidados já causaram polêmica, casos de Ke$ha e Miley Cyrus. Além destes, Dave Mathews Band; Patti Smith; Elvis Costello; My Chemical Romance; Queens of Stone Age; Marianne Faithfull e Eric Burdon, além do próprio Bob, são alguns dos artistas que cantam Dylan, em gravações especialmente produzidas para este projeto.

    Texto retirado do blog | Blog do Bob Dylan

    2012 | CHIMES OF FREEDOM
    The Songs Of Bob Dylan Honoring 50 Years Of Amnesty International


    CD 1

    01. Johnny Cash featuring The Avett Brothers | One Too Many Mornings
    02. Raphael Saadiq | Leopard-Skin Pill-Box Hat
    03. Patti Smith | Drifter's Escape
    04. Rise Against | Ballad of Hollis Brown
    05. Tom Morello The Nightwatchman | Blind Willie McTell
    06. Pete Townshend | Corrina, Corrina
    07. Bettye LaVette | Most of the Time
    08. Charlie Winston | This Wheel's On Fire
    09. Diana Krall | Simple Twist Of Fate
    10. Brett Dennen | You Ain't Goin' Nowhere
    11. Mariachi El Bronx | Love Sick
    12. Ziggy Marley | Blowin' in the Wind
    13. The Gaslight Anthem | Changing of the Guards
    14. Silversun Pickups | Not Dark yet
    15. My Morning Jacket | You're A Big Girl Now
    16. The Airborne Toxic Event | Boots of Spanish Leather
    17. Sting | Girl from the North Country
    18. Mark Knopfler | Restless Farewell

    CD 2

    01. Queens Of The Stone Age | Outlaw Blues
    02. Lenny Kravitz | Rainy Day Women # 12 & 35
    03. Steve Earle & Lucia Micarelli | One More Cup of Coffee (Valley Below)
    04. Blake Mills & Danielle Haim | Heart Of Mine
    05. Miley Cyrus | You're Gonna Make Me Lonesome When You Go
    06. Billy Bragg | Lay Down Your Weary Tune
    07. Elvis Costello | License to Kill
    08. Angelique Kidjo | Lay, Lady, Lay
    09. Natasha Bedingfield | Ring Them Bells
    10. Jackson Browne | Love Minus Zero/No Limit
    11. Joan Baez | Seven Curses
    12. The Belle Brigade | No Time To Think
    13. Sugarland | Tonight, I'll Be Staying Here With You
    14. Jack's Mannequin | Mr. Tambourine Man
    15. Oren Lavie | 4th Time Around
    16. Sussan Deyhim | All I Really Want To Do
    17. Adele | Make You Feel My Love

    CD 3

    01. K'naan | With God On Our Side
    02. Ximena Sarinana | I Want You
    03. Neil Finn With Pajama Club | She Belongs To Me
    04. Bryan Ferry | Bob Dylan's Dream
    05. Zee Avi | Tomorrow Is A Long Time
    06. Carly Simon | Just Like A Woman
    07. Flogging Molly | The Times They Are A-Changin'
    08. Fistful Of Mercy | Buckets Of Rain
    09. Joe Perry | Man Of Peace
    10. Bad Religion | It's All Over Now, Baby Blue
    11. My Chemical Romance | Desolation Row (Live)
    12. RedOne (feat. Nabil Khayat) | Knockin' On Heaven's Door
    13. Paul Rodgers & Nils Lofgren | Abandoned Love
    14. Darren Criss (feat. Chuck Criss Of Freelance Whales) | New Morning
    15. Cage The Elephant | The Lonesome Death Of Hattie Carroll
    16. Band Of Skulls | It Ain't Me, Babe
    17. Sinead O'Connor | Property Of Jesus
    18. Ed Roland & The Sweet Tea Project | Shelter From The Storm
    19. Ke$ha | Don't Think Twice, It's All Right
    20. Kronos Quartet | Don't Think Twice, It's All Right (Instrumental)

    CD 4

    01. Maroon 5 | I Shall Be Released
    02. Carolina Chocolate Drops | Political World
    03. Seal & Jeff Beck | Like A Rolling Stone
    04. Taj Mahal & The Phantom Blues Band | Bob Dylan's 115th Dream
    05. Dierks Bentley | Senor (Tales of Yankee Power) (Live)
    06. Mick Hucknall | One Of Us Must Know (Sooner Or Later)
    07. Thea Gilmore | I'll Remember You
    08. State Radio | John Brown
    09. Dave Matthews Band | All Along the Watchtower (Live)
    10. Michael Franti | Subterranean Homesick Blues
    11. We Are Augustines | Mama, You Been On My Mind
    12. Lucinda Williams | Tryin' To Get To Heaven
    13. Kris Kristofferson | Quinn The Eskimo (The Mighty Quinn)
    14. Eric Burdon | Gotta Serve Somebody
    15. Evan Rachel Wood | I'd Have You Anytime
    16. Marianne Faithfull | Baby Let Me Follow You Down (Live)
    17. Pete Seeger With The Rivertown Kids | Forever Young
    18. Bob Dylan | Chimes Of Freedom

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