ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA no AR desde 15.08.2009. São 17 ANOS noite & dia!


Clique no PLAY para nos SINTONIZAR!!!

Programadores da RRLP: Cacá, Gaël & Johnny F

lagrimapsicodelica@gmail.com

WEB APP OFICIAL DA ROCK RÁDIO LÁGRIMA PSICODÉLICA - COMO INSTALAR:


Passo a passo para você instalar o Web App Oficial da Rock Rádio Lágrima Psicodélica!

Acesse o links abaixo, no seu Smartphone Android ou iPhone, para instalar nosso APP:
👉 https://lagrimapsicodelica.webradiosite.com/pwa/#/home

DICA DE INSTALAÇÃO:

1. Ao abrir o link do Web App no seu smartphone, clique em INSTALAR na barra superior (Icone preto).

2. Em seguida, na pergunta "Adicionar este site à tela de aplicativos?", clique em ADICIONAR.

3. Dependendo da marca e do modelo do smartphone, pode aparecer o aviso "A verificação do APP é recomendada". Clique em VERIFICAR APP.

4. Logo após surgir "Este APP parece seguro", clique em INSTALAR.

Pronto! O aplicativo foi instalado e você o encontrará na última página de aplicativos do seu smartphone. Agora você tem o ícone do  Web App da Rock Rádio Lágrima Psicodélica direto na tela do seu smartphone. Basta clicar nele e dar o PLAY para nos sintonizar.

Qualquer dúvida é só perguntar! Mande uma mensagem para:

E-mail: lagrimapsicodelica@gmail.com

Site: https://lagrimapsicodelica.webradiosite.com/ (na aba "RECADOS" ou no CHAT)

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Edgard Scandurra


Em 1989 o Ira! experimentava uma pequena queda de popularidade. Após o boom de seus primeiros dois discos - Mudança de Comportamento (1985) e Vivendo e Não Aprendendo (1986), o terceiro trabalho da banda, Psicoacústica (1988) não apresentava o mesmo desempenho. Apenas uma canção fez sucesso radiofônico, a peculiar Receita Pra Se Fazer Um Herói, mais uma daquelas pérolas compostas por Edgard Scandurra em tempos de serviço militar. Núcleo Base, lançada dois anos antes, compartilhava a origem e a falta de vontade em ostentar uma farda como razão para defender o país.

Neste hiato criativo de dois anos, o Ira! ficou em segundo plano e, enquanto Nasi e André Jung se aproximavam de sua mais recente paixão - o rap - Edgard Scandurra entrava em estúdio para gravar seu primeiro disco solo. A ideia era aproximar grande parte do que o Ira! significava com uma sonoridade mais setentista, algo que poderia seguir por uma via sem comunicação com as sonoridades punk. É como se Scandurra quisesse ser mais Who que Jam. E o que se ouve ao longo de Amigos Invisíveis é exatamente isso. Algo setentista, concebido num mundo perfeito.

Produzido pelo próprio Edgard e contando com o auxílio de Paulo Junqueiro, Amigos Invisíveis tem apenas um músico em ação: o próprio Edgard, que assume o controle de guitarras, bateria, violões, baixo, teclados, percussão, além da voz e dos vocais de apoio, numa surpreendente demonstração de habilidade, sem que isso pareça uma declaração de arrogância ou exibicionismo, até porque a produção cuida para que esta sonoridade seja, de algum modo, coletiva e confere a Amigos Invisíveis uma pluralidade impressionante. Scandurra consegue juntar seus vários backgrounds - Ira!, Ultraje A Rigor, Smack, Mercenárias - obtidos nas bandas das quais participou e oferece um amplo leque de variações.

Além disso, dá vazão a temas legais e ausentes quase sempre das composições do Ira!, como quadrinhos, por exemplo, exaltados aqui em Amor em B.D (B.D é a abreviação de quadrinhos em português de Portugal). O Who, banda seminal para Edgard ostentar uma guitarra com orgulho, é homenageado na versão bela de Our Love Was, uma das mais belas canções de The Who Sell Out, terceiro disco da banda mod inglesa, de 1967. Gritos Na Multidão, sucesso do segundo disco do Ira!, recebe uma versão personalíssima, enquanto outras pequenas pérolas como Minha Mente Ainda É A Mesma, Abraços e Brigas (hit do disco, composto em parceria com a então esposa, Taciana Barros), além da singela Bem Vindo, Daniel, em homenagem ao filho, então recém-nascido.Taciana Barros, ex-Gang 90, participa do disco como compositora em três faixas, além de tocar algumas poucas notas em Abraços e Brigas.

Amigos Invisíveis é um disco absolutamente atípico em relação a seu momento histórico. 1989 é um ano que pode marcar uma perda significativa de popularidade do rock nacional, é um tempo estranho, no qual muitas bandas produzirão discos de maturidade, que eram vistos na época como "ruins", "acomodados" ou "não-rock". Edgard, sem muita ambição, homenageando suas bandas preferidas, amigos, família e filho, foi longe na experimentação e na busca por algo novo. Conseguiu e ainda tirou a onda de aparecer em programas como o Globo de Ouro, sozinho, empunhando um violão, mandando playback de Abraços e Brigas. Bravo.

O disco foi lançado em 1989 em CD, LP e K7. Ficou fora de catálogo em pouco tempo e só foi relançado em CD na série Warner Archives, em 2000, com duas faixas bônus. Desde então, encontra-se esgotado e, como tal, impossível de ser encontrado, exceto para audição na internet.

Texto retirado de | Por Trás Da Vitrola

1989 | AMIGOS INVISÍVEIS

01. Estamos Nesse Trem
02. Amor Em B.D.
03. Minha Mente Ainda É a Mesma
04. Abraços e Brigas
05. Gritos Na Multidão
06. Quero Voltar Para Casa
07. Our Love Was
08. Amigos Invisíveis
09. 1978
10. Culto de Amor
11. Bem-Vindo Daniel
12. Vou Me Entregar Como Nunca

DOWNLOAD