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domingo, 10 de fevereiro de 2019

The Rolling Stones


Não foram só os Beatles os grandes causadores da explosão do rock'n'roll na Inglaterra. Enquanto os quatro rapazes de Liverpool alcançavam sucesso mundialmente, em Londres, outros cinco jovens ingleses "faziam a cabeça" da rapaziada com um som, a princípio calcado no blues norte-americano, e posteriormente agressivo e crítico.

Mick Jagger e Keith Richard nasceram em 1943 e chegaram a estudar juntos no mesmo colégio, mas o início de tudo deu-se na primavera de 1960 graças a um simples encontro casual num trem para Sidcup, quando Mick Jagger avistou Keith Richard que estava com alguns discos, e entre eles, "Back in the USA" de Chuck Berry. Isso fez com que descobrissem o interesse mútuo pela música negra norte-americana. A partir daí a amizade entre os dois começou a crescer.

Mick, Keith juntamente com um amigo de nome Dick Taylor começaram a tocar juntos, chamando a si mesmos de Boy Blue and the Blues Boys. Eles conheceram o guitarrista Brian Jones ao visitarem o Ealing Club, onde Brian tocava canções de Elmore James e Muddy Waters com o grupo Blues Incorporated.

Foi nesse dia que aconteceu a primeira apresentação pública de Mick Jagger, com ele e Keith tocando alguns números de Chuck Berry, apoiados por Charlie Watts (baterista do Blues Incorporated) e Cyril Davies (co-fundador do conjunto com Alexis Korner). Logo Mick seria um dos cantores da banda. Mick, Keith e Brian passaram então a morar juntos num cortiço no bairro londrino de Fulham onde, apesar da pobreza, começaram a desenvolver a sua música. Logo depois, junto com o pianista Ian Stewart (considerado pela crítica e estudiosos do assunto como o "6º Stone") montaram a primeira formação da banda, batizando-a de "Rolling Stones Blue". Graças à excelente repercussão das apresentações apareceu a primeira oportunidade de contrato com a Decca Records.

Em 1964, lançaram o primeiro álbum: "England's Newest Makers". Os Rolling Stones foram bem aceitos pelo público rebelde que não aceitavam os "comportados" Beatles.

Com o álbum "Out of Our Heads", de 1965, os Stones começaram a despontar para o sucesso, executando o hino mais famoso do rock: '(I Can't Get No) Satisfaction'. A partir daí, a banda começou uma fase com arranjos mais elaborados. No ano de 1968 lançaram "Their Satanic Majesties Request", numa incursão ao rock progressivo. Já em "Beggars Banquet", voltaram ao estilo primário. Dessa época vem dois grandes sucessos da banda: 'Jumpin´ Jack Flash' e 'Sympathy for the Devil'. Em 1969, Mick Taylor substituiu Brian Jones, que meses depois de sua saída foi encontrado morto, afogado na piscina de sua casa. No mesmo ano, os Stones lançaram "Let it Bleed", uma antítese da canção "Let it Be", dos Beatles. (continua...)

1971 | HOT ROCKS 1964-1971

CD 1
01. Time Is On My Side
02. Heart Of Stone
03. Play With Fire
04. Satisfaction
05. As Tears Go By
06. Get Off Of My Cloud
07. Mother's Little Helper
08. 19th Nervous Breakdown
09. Paint It Black
10. Under My Thumb
11. Ruby Tuesday
12. Let's Spend The Night Together

CD 2
01. Jumpin' Jack Flash
02. Street Fighting Man
03. Sympathy For The Devil
04. Honky Tonk Women
05. Gimme Shelter
06. Midnight Rambler
07. You Can't Always Get What You Want
08. Brown Sugar
09. Wild Horses

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1972 | MORE HOT ROCKS 1964-1971
(Big Hits & Fazed Cookies)


CD 1
01. Tell Me
02. Not Fade Away
03. The Last Time
04. It's All Over Now
05. Good Times, Bad Times
06. I'm Free
07. Out Of Time
08. Lady Jane
09. Sittin' On A Fence
10. Have You Seen Your Mother Baby, Standing In The Shadow?
11. Dandelion
12. We Love You

CD 2
01. She's A Rainbow
02. 2000 Light Years From Home
03. Child Of The Moon
04. No Expectations
05. Let It Bleed
06. What To Do
07. Fortune Teller
08. Poison Ivy (Version 1)
09. Everybody Needs Somebody To Love
10. Come On
11. Money
12. Bye Bye Johnnie
13. Poison Ivy (Version 2)
14. I've Been Loving You Too Long
15. I Can't Be Satisfied
16. Long Long While

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1971 | NECROPHILIA
(Rare Unreleased Album)


01. Out Of Time
02. Don't Lie To Me
03. Have You Seen Your Mother, Baby, Standing In The Shadow
04. Think
05. Hear It
06. Something Just Stuck In Your Mind
07. Aftermath
08. I'd Rather Be With The Boys
09. Andrew's Blues
10. Pay Your Dues
11. Let The Good Times Roll
12. Heart Of Stone
13. Each & Every Day Of The Year
14. (Walkin' Thru The) Sleepy City
15. Try A Little Harder
16. Blue Turns To Grey
17. We're Wasting Time

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domingo, 14 de outubro de 2018

The Rolling Stones



Discoteca Básica - Capítulo Final

:: EXILE ON MAIN ST. ::

Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Em 1972, os Stones eram foras-da-lei - se bem que, agora, estavam fugindo dos impostos, e não dos demônios que os haviam perseguido três anos antes - e só aqueles de estômago forte conseguiam acompanhá-los. Quando a banda chegou à vila de Keef, no sul da França, levav junto apenas os amigos mais chegados, mas os 12 meses de gravação e mixagem de Exile On Main St. cobraram seu tributo. Havia, como sempre, o álcool e as drogas. Eles tinham escolhido morar e viver juntos numa mansão desconfortável - um antigo quartel-general dos nazistas -, o que acabou sendo um inferno. A decisão de Mick de desaparecer com Bianca só colaborou para o mal-estar geral.

Exile On Main St. foi, portanto, uma criação de Richards, mas ele não teria feito nada sem o melhor time de músicos de apoio com o qual havia tocado: Jimmy Miller (produção e percursão), Bobby Keyes (saxofone), Jim Pierce (trompete e trombone) e Nicky Hopkins (piano) estão presentes em todo o disco, fazendo um som relaxado que tanto esconde quanto valoriza a música. O conhecido fotógrafo Robert Frank foi contratado para criar a capa do álbum, seguindo a linha "e nós que somos esquisitos?". Depois ele acompanhou a turnê da banda pelos Estados Unidos para fazer um road movie, Cocksucker Blues, mas, quando os Stones viram o copião, perceberam claramente a diferença entre ser sexy e ser machista, e cancelaram o trabalho.

E a música? A banda odiou o álbum, mas, para quem gosta de rock, DNA do gênero está todo ali, espalhado por aqueles quatro lados muito melhores que The White Album. Nem tudo o que se ouve falar do disco é verdade, mas é melhor acreditar na lenda. Os Stones nunca mais seriam tão bons.

1972 | EXILE ON MAIN ST.

01 | Rocks Off
02 | Rip This Joint
03 | Shake Your Hips
04 | Casino Boogie
05 | Tumbling Dice
06 | Sweet Virginia
07 | Torn and Frayed
08 | Sweet Black Angel
09 | Loving Cup
10 | Happy
11 | Turd on the Run
12 | Ventilator Blues
13 | I Just Want to See His Face
14 | Let It Loose
15 | All Down the Line
16 | Stop Breaking Down
17 | Shine a Light
18 | Soul Survivor

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sábado, 13 de outubro de 2018

The Rolling Stones


Discoteca Básica - Capítulo III

:: STICKY FINGERS ::

"Usamos metais pela primeira vez em Sticky Fingers - por influência 
de gente como Otis Redding e James Brown."
Charlie Watts, 2003


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Sticky Fingers foi o primeiro LP lançado pelos Rolling Stones por seu próprio selo e o primeiro a apresentar ao mundo a famosa logomarca da língua de fora, desenhada por John Pasce - e o primeiro a chegar ao topo das paradas dos Estados Unidos e Inglaterra ao mesmo tempo.

As raízes do álbum estão no início de 1969, quando os Stones gravaram a base musical de "Brown Sugar", "Wild Horses" e do blues rural You Gotta Move, no Muscle Shoals Sound Studios. Essas faixas dão ao álbum um tom relaxado, numa mistura de blues, country e soul no estilo do Sul.

A música que abre o disco, "Brown Sugar", gira em torno de um irresitível riff de guitarra que tornou a canção um megassucesso mundial e um ítem obrigatório em festas, apesar de sua letra extremamente controvertida. "Bitch" entrelaça o sax de Bobby Keyes e o trompete de Jim Pierce com outro emocionante riff de guitarra. O naipe de metais se destaca novamente em "I Got The Blues", que evoca a paixão da banda pelas baladas de Otis Redding, enquanto Billy Preston acrescenta um toque de gospel com o órgão. O álbum está cheio de referências explícitas a drogas - como em "Sister Morphine", uma parceria com Marianne Faithful, que conta uma história sombria sobre o vício. A influência de Gram Parsons, amigo de Keith Richards, pode ser sentida nas duas canções country do álbum - a linda balada "Wild Horses" e a irônica "Dead Flowers".

O guitarrista Mick Taylor brilha, num estilo que lembra Carlos Santana, em "Can't You Hear me Knocking". "Moonlight Mile" traz um vocal emocionante de Jagger, ancorado por um generoso arranjo de cordas de Paul Buckmaster.

A capa de Andy Warhol, que mostra uma pélvis masculina envolta em jeans, vinha originalmente com um zíper, num arremate obsceno perfeito para um álbum dos Stones.

1971 | STICKY FINGERS

01 | Brown Sugar
02 | Sway
03 | Wild Horses
04 | Can’t You Hear Me Knocking
05 | You Gotta Move
06 | Bitch
07 | I Got the Blues
08 | Sister Morphine
09 | Dead Flowers
10 | Moonlight Mile

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quinta-feira, 11 de outubro de 2018

The Rolling Stones


Discoteca Básica - Capítulo II

:: LET IT BLEED ::

"É uma época muito dura, muita violência. A Guerra do Vietnã, 
a violência nas telas, a pilhagem, os incêndios."
Mick Jagger, 1995


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

"Este é um disco que eu salvaria de um incêndio", declarou, enusiasmada Sheryl Crow. Era mais fácil comprar outro exemplar numa loja de discos usados, mas o sentimento é o que importa. Alguns álbuns dos Stones são importantes-e-interessantes-mas-nem-tão-bons-assim, e outros são cheios de músicas maravilhosas que agradam a qualquer um que tenha orelhas - e Let It Bleed é um dos melhores.

De fato, esse é o recheio de um sanduíche triplo. Beggars Banquet, Let It Bleed e Sticky Fingers eram a cereja do bolo de gravações feitas entre 1968 e 1970 - e o plano era lançar Sticky Fingers e um outro LP, em 1969.

Complicações contratuais impediram que isso acontecesse. Let It Bleed acabou se tornando um fecho visceral da década, com seu tom apocalíptico determinado por "Gimme Shelter" (o documentário sobre os Stones, com o mesmo título, mostra um fã sendo esfaqueado, em 1968, durante uma apresentação no Altamont Speedway).

O Contraste com os velhos rivais, os Beatles, não podia ser mais agudo: Let It Be é composto por blues chatíssimos e cordas melosas; Let It Bleed contém (como se queixou um crítico) "sexo sujo, sadomasoquismo, drogas pesadas e violência gratuita". Esses ingredientes tornam irresistível mesmo o que não é rock, como "Country Hook", "Let It Bleed" e "Love In Vain".

Mas também há hard rock. É difícil acreditar que a arrasadora "Midnight Gambler" e a tensa "Monkey Man" tenham sido compostas durante umas férias na Itália. E o disco ainda traz "You Can't Always Get What You Want", que começa como um hino e termina aos gritos.

Mick Jagger - que, em geral, fala mal de seu próprio trabalho - admite que Let It Bleed é "um bom disco, um de meus preferidos". O bom e velho Mick disse tudo.

1969 | LET IT BLEED

01 | Gimme Shelter
02 | Love in Vain
03 | Country Honk
04 | Live with Me
05 | Let It Bleed
06 | Midnight Rambler
07 | You Got the Silver
08 | Monkey Man
09 | You Can’t Always Get What You Want

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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

The Rolling Stones


Discoteca Básica - Capítulo I

:: BEGGARS BANQUET ::

"Era uma época mágica, porque eu realmente consegui transformar minhas fantasias juvenis num estilo de vida."
Keith Richards, 1987


Do livro: 1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Os dois anos anteriores não tinham sido particularmente bons para os Stones. Mick Jagger e Keith Richards foram presos na casa de Keith em Sussex, o que resultou num processo judicial nocivo para sua imagem. O uso de drogas e repetidas detenções transformaram Brian Jones, o primeiro líder da banda, numa sombra do músico multitalentoso que havia sido. E Eles havia perdido o bonde da história psicodélica com o desorientado Their Satanic Majesty's Request.

Desse caos nasceu Beggars Banquet. Os Stones deixaram de lado a parafernália psicodélica dos estúdios e voltaram às suas raízes no blues e no country para produzir um disco acústico clássico, que também dava pistas do caminho mais sombrio que sua música tomaria um pouco mais tarde. A elegante "Jumpin' Jack Flash" os levou ao seu primeiro lugar nas paradas em dois anos e nela está um de seus riffs mais famosos. "Street Fighting Man" aderiu ao movimento de 1968, um gesto de apoio aos protestos estudantis e à desobediência civil. A épica "Simpathy For The Devil" une uma letra infame a uma despojada batida de samba. Há que se destacar a ausência de Jones no disco, embora sua slide guitar em "No Expectations" seja uma lembrança de glórias passadas.

A capa do álbum é um convite simples ao banquete do título, apesar de o fundo branco, infelizmente, remeter à obra-prima dos Beatles, conhecida com Álbum Branco, lançada algumas semanas antes. Mas isso não interferiu. O disco dos Stones vendeu aos milhares nos Estados Unidos e Inglaterra.

O sombrio country blues de Beggars Banquet se tornou a marca registrada do grupo, que os Rolling Stones exploraram à exaustão nos três álbuns posteriores. Os quatro anos seguintes, até o lançamento de Exile On Main St., de 1972, ainda permanecem como sua época de ouro.

1968 - BEGGARS BANQUET

01 | Sympathy for the Devil
02 | No Expectations
03 | Dear Doctor
04 | Parachute Woman
05 | Jigsaw Puzzle
06 | Street Fighting Man
07 | Prodigal Son
08 | Stray Cat Blues
09 | Factory Girl
10 | Salt of the Earth

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